Um golo marcado por Luiz Suárez com Pedro Gonçalves em posição de fora-de-jogo posicional a obstruir a visão do guarda-redes do Estoril, e uma grande penalidade por marcar numa carga de Maxi Araújo sobre Bacher, nos minutos finais do primeiro tempo, quando o jogador estorilista foi empurrado por Hjulmand e atingido com o cotovelo do uruguaio no rosto, tendo o árbitro Luís Godinho assinalado uma falta ofensiva completamente incompreensível, e sem que o VAR Rui Jorge Silva optasse por intervir, o que deveria ter feito, foram os dois lances que marcaram de forma indelével o jogo em o resultado entre Estoril e Sporting, uma partida em que os leões acabaram por garantir uma vitória tangencial com o golo de Luis Suárez.
Os erros da equipa de arbitragem liderada por Luís Godinho acabaram assim por ter uma influência determinante no resultado final da partida, num jogo em que o Sporting teve uma exibição sofrível, como aliás o próprio técnico leonino, Rui Borges, reconheceu no final da partida, tendo sido o primeiro a criticar os seus pupilos por não terem construído mais num jogo em que o Estoril mereceu, pelo menos, repartir os pontos com um empate que não conseguir alcançar.








Curiosamente, até foi o Sporting quem entrou melhor no jogo, construindo as melhores oportunidades e colocando a defesa estorilista em sentido, obrigado o guarda-redes Joel Robles a trabalho suplementar. Logo aos oito minutos, o médio japonês Morita, que neste jogo foi titular na linha média do Sporting ao lado de Hjulmand, rematou na resposta a um pontapé de canto e fez a bola passar rente ao poste direito da baliza estorilista. Ficava assim o primeiro aviso sobre ao que vinha a turma bicampeã neste visita ao bem tratado relvado do Estádio António Coimbra da Mota, na Amoreira, onde nem a muita chuva que caiu durante o jogo conseguiu colocar em causa a qualidade do tapete verde.
Pote em fora de jogo posicional
interferiu no golo de Luis Suárez
Acabou assim por ser necessário esperar apenas quatro minutos para que o golo aparecesse mesmo para o Sporting. À passagem do minuto 12′, o “capitão” Morten Hjulmand desmarcou Maxi Araújo que, de primeira, assistiu Luis Suárez com um passe para a entrada da área onde o colombiano apareceu a rematar para o lado esquerdo do guarda-redes do Estoril Praia. O problema é que Pedro Gonçalves, no momento do remate, estava à frente do guardião estorilista, em posição de fora-de-jogo, tendo obstruído a visão do guarda-redes que foi surpreendido pela trajectória da bola após o remate de Suárez, sem tempo de esboçar a defesa. O árbitro Luís Godinho sancionou o golo, o VAR também nada disse, e o Sporting passou para a frente do marcador com o golo que viria a dar o triunfo final aos leões nesta deslocação à Amoreira.









Curiosamente, o golo do Sporting acabava, ainda assim, por surgir de uma forma merecida, pois foi a equipa forasteira que mais e melhor fez no arranque da partida para justificar a vantagem, sempre a envolver muitos jogadores nas ações ofensivas, conseguindo uma entrada assertiva neste jogo frente ao Estoril Praia. Ao minuto 21′, foi a vez de Debast fazer um passe em rotura para a entrada de Luis Suárez que, de cabeça, ficou perto de conseguir o 2-0. Pouco depois, ao minuto 32′, foi Quenda quem cruzou para a pequena área da baliza à guarda de Robles, aparecendo por Pote e Suárez, com o primeiro a rematar por cima da trave num lance em que claramente os dois jogadores leoninos se atrapalharam entre si.
Ao minuto 34 o Estoril Praia sofria um segundo revés, agora com Ricard Sanchez a ter que deixar as quatro linhas, lesionado, obrigando o técnico Ian Cathro a chamar ao jogo Pedro Carvalho. Curiosamente, viria a ser a partir daqui que o Estoril Praia conseguiu encontrar alguma tranquilidade, equilibrando o jogo e passando a responder com maior acerto ao jogo leonino. À passagem do minuto 40′, um erro de Debast deixou a bola mercê de Marqués que só não fez o golo do empate para o Estoril porque Rui Silva assinou uma grande defesa, a desviar a bola para a linha de fundo.
Ficou um penálti por marcar
de Maxi Araújo sobre Bacher








No último minuto de compensação dado pelo árbitro ainda no primeiro tempo, numa bola bombeada para o interior da área do Sporting, Bacher acabou “entalado” entre Hjulmand e Maxi Araújo, com o capitão leonino a empurrar o jogador estorilista que acabou por não conseguir saltar à bola, acabando por ser atingido por Maxi Araújo com o cotovelo no rosto. De forma errada, o árbitro Luís Godinho não assinalou a falta sobre Bacher, que permitiria uma grande penalidade, entendendo antes ter existido uma falta ofensiva de Bacher nas costas o lateral uruguaio do Sporting.
O Sporting acabou assim por terminar o primeiro tempo com a vantagem tangencial no marcador, resultado que viria a manter-se até ao apito final de Luís Godinho. Rui Borges percebeu que a fase final do primeiro tempo ficou desde logo marcado por uma quebra da produção da sua equipa, apostou na entrada de Kochorashvili para o lugar de Morita, mas o Sporting manteve o jogo agora menos esclarecido. Já do lado do Estoril Praia, com Guitane em bom nível, mas também Marqués e Holsgrove, foi possível equilibrar o jogo, passando este a disputar-se a meio-campo, com aos duas equipas a construirem pontualmente oportunidades para chegarem ao golo que não voltou a acontecer.
No final, o Sporting conseguiu mesmo levar a vantagem mínima até ao apito final do juiz Luís Godinho, igualando à condição os 18 pontos do líder do campeonato da I Liga, o FC Porto, que joga apenas na segunda-feira no terreno do Arouca, em jogo que poderá colocar os dragões de novo destacados na frente da classificação da I Liga.











O Sporting terá agora que apontar baterias para o jogo da próxima quarta-feira no terreno do Nápoles, partida da segunda ronda da fase de liga da Liga dos Campeões, enquanto que o Estoril Praia, naturalmente distante dos compromissos europeus, terá que se deslocar na próxima sexta-feira, 3 de Outubro, até Rio Maior, casa emprestada ao Casa Pia para o jogo que irá abrir a oitava jornada do campeonato.









