O produtor António Costa Boal engarrafou o que chama de “continuidade de um património vitícola único”. O responsável conta que as uvas “nascem de vinhas velhas da Quinta dos Távoras, em Mirandela, com muitas décadas de história, estando a ser preservadas pela família”. Refere que cada colheita procura traduzir a identidade destas vinhas e do território transmontano, “respeitando a sua autenticidade”. A ideia da casa, mais do que lançar novos vinhos, é “perpetuar um legado e mostrar que Trás-os-Montes produz alguns dos vinhos mais elegantes e longevos de Portugal.”
Costa Boal explica que o trabalho começa na vinha, com uma seleção muito rigorosa das uvas e vindima manual. Relativamente à vinificação, o produtor garante que “a intervenção é mínima, permitindo que cada parcela expresse naturalmente a sua personalidade”. Acrescenta que o vinho estagia em barricas de carvalho francês como forma de acrescentar complexidade, “mas nunca para esconder o seu caráter.”

António Costa Boal diz que a maior dificuldade é trabalhar com vinhas velhas, uma vez que “produzem muito menos uva e exigem um enorme acompanhamento ao longo do ano”. O responsável conclui que este branco de 2023 resulta de um field blend de castas tradicionais das vinhas velhas, “preservando a riqueza genética e a complexidade natural destas parcelas.”
| FICHA TÉCNICA | |
| Nome | Palácio dos Távoras Grande Reserva Branco |
| Ano | 2023 |
| Tipo de Vinho | Tranquilo |
| Cor | Branco |
| Região | Trás-os-Montes |
| Castas | Vinhas Velhas |
| Temperatura Ideal | 10º-12ºC |
| Harmonização | Excelente com peixes nobres, marisco, bacalhau no forno ou aves |
| Notas de prova | Aromas de bosque, pimenta preta e fruta silvestre, equilibrado e fresco com final elegante |
| Enologia | Paulo Nunes |
| PVP | 29€ |









