O cancelamento da atuação dos Megadeth no Evil Live, no passado domingo, na MEO Arena, continua a gerar contestação. A informação é adiantada pelo Portal da Queixa segundo o qual, desde o dia 5 de julho, já ali deram entrada mais de 50 reclamações, a maioria a pedir o reembolso total do bilhete. O que irritou os fãs não foi só a ausência da banda — que era um dos nomes mais aguardados do cartaz — mas a forma como tudo aconteceu.
A organização só comunicou que os Megadeth não iam tocar quando o público já estava dentro do recinto, e mesmo depois da hora marcada para o início do concerto. Há relatos de que a informação chegou aos espectadores mais de meia hora após o horário previsto, o que ajudou a transformar a frustração em indignação. Muitos sentiram que foram enganados ou que pelo menos mereciam ter sido avisados com mais tempo.

Entretanto, instalou-se uma guerra de versões: a banda culpa problemas técnicos enquanto a organização do festival diz que fez tudo o que estava ao seu alcance para evitar o cancelamento. Já para quem comprou bilhete, o que parece interessar mesmo é o dinheiro, pelo menos a avaliar pelo que se reflete nas queixas: os consumidores são claros — pedem a devolução integral do valor pago, argumentando que uma das principais atrações do festival simplesmente não apareceu.
O Evil Live foi uma edição especial, concentrada num só dia, e contava ainda com nomes como Marilyn Manson, Mastodon e Converge. Mas, para muitos, o festival ficou marcado pelo vazio deixado pelos Megadeth. Agora, resta esperar para ver se a organização e a banda chegam a acordo ou se a questão vai parar a outras instâncias. Até lá, os fãs continuam a deixar a sua palavra no Portal da Queixa.









