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Foo Fighters…  fecharam noite cheia no NOS Alive

Um recinto completamente cheio foi aquilo que definiu o segundo dia da 18ª edição do NOS Alive, que contou com lotação esgotada. Para este grande dia eram esperadas as atuações de The Warning, Skunk Anansie, Wolf Alice e os cabeça de cartaz FooFighters no Palco NOS. Contudo, ainda antes da actividade neste ponto do Alive, já o largo espaço do Passeio Marítimo de Algés dava sinais de que este seria o dia mais concorrido da edição. As filas para entrar prolongavam-se pelos acessos ao festival e, à medida que a tarde avançava, os vários espaços enchiam-se de público que aproveitava as zonas de restauração, as ativações das marcas e os restantes palcos enquanto aguardava pelos concertos mais esperados da noite.

Os primeiros a soar pelo recinto foram então a banda feminina The Warning, que registou um público no Palco NOS quem nem o último concerto da véspera tinha conseguido igualar. O trio, que a semana passada precisou de cancelar o concerto previsto no Werchter Festival, na Bélgica, porque a baterista, Paulina “Pau” Villarreal, desmaiou em palco na passada quarta feira dia 1, na Alemanha, iniciou a sua performance com ‘More’, seguindo ‘S!ck’.

Ao longo da atuação, o retorno do público era notável, com as habituais palmas e gritos de euforia. ‘Escapism’, ‘Ego’, ‘Ritual’ e ‘ Hycad’ foram algumas das músicas que fizeram o público vibrar, antes de terminarem o show com ‘Automatic Gun’.

Seguiu-se a banda de rock Stunk Anansie que, embora com quase 10 minutos de atraso, entrou a matar com ‘This Means War’ e foi recebida com bastante euforia por parte da plateia, que acompanhava os saltos da vocalista Deborah Dyer, mais conhecida como Skin, ela que acabou por fazer um elogio ao alinhamento dos artistas que atuam neste segundo dia de festival. “É um alinhamento incrível, não é?”, disse.

Depois de ‘An Artist Is An Artist’, quarta canção da sua prestação em palco, Skin fez um discurso sobre o ódio que os cristãos extremistas têm por pessoas negras, transgénero ou até mesmo homossexuais. “A próxima canção foi escrita porque vimos essa divisão”, seguindo-se ‘God Loves Only You’.

Ao longo do espetáculo, a vocalista desceu ainda duas vezes à plateia para cantar ‘Weak’ e ‘Can I Dream’. Ao despedir-se, depois de ‘Tear the Place Up’, agradeceu o carinho dos fãs. “Foi incrível. Amo-vos.” 

Enquanto o terceiro concerto do palco principal não arrancava, estava na hora de JehnnyBeth subir ao Palco Heineken, ela que não demorou a mostrar que não estava ali para brincadeiras. Por isso mesmo, logo na segunda música saltou a barreira que separava o palco do público e juntou-se à plateia para cantar no meio dos fãs, entre vários saltos. Neste concerto onde não faltou intensidade, ‘Chase It Down’, ‘I’m The Man’ e ‘Boy/Girl’ foram alguns dos temas que fizeram vibrar os fãs.

Wolf Alice aqueceu a plateia
para a chegada dos Foo Fighters

Às 21h00 em ponto, as luzes do espetáculo do grupo Wolf Alice deram sinal. A plateia, cada vez mais composta e já à espera da última atuação da noite, recebeu logo as primeiras palavras da banda: “Olá Lisboa, é tão bom estar de volta a esta cidade incrível”. Depois de ‘Bloom Baby Bloom’, que foi acompanhado em coro pelo público, eis que apareceu ‘Lisbon’ na quarta posição do alinhamento.

A vocalista, não satisfeita apenas com o microfone, aproveitou para mostrar que também tem dotes na guitarra. “Estão ansiosos para os Foo Fighters? Bem, nós somos os Wolf Alice e estamos aqui agora, por isso vamos fazer uma coisa: sintam o amor, se vieram com os vossos melhores amigos, abracem-nos.”

Pouco depois uma sirene assustou os que estavam pelo Palco NOS, que logo viram Ellie Rowsell com um megafone para o tema que se seguia, ‘Yuk Foo’. Durante esta hora de espetáculo, passaram também músicas como ‘The Sofa’, ‘Just Two Girls’ e ‘White Horses’, terminando de seguida com ‘Don’t Delete The Kisses’.

Finalmente chegava o momento para que os Foo Fighters, cabeças de cartaz, subissem ao palco, isto quando era já quase nulo o espaço existente para andar ao pé junto do Palco NOS. A banda, que foi tão ansiosamente aguardada, entrou em palco ao som de ‘All My Life’, prosseguindo o alinhamento com ‘The Pretender’ e ‘Times Like These’. 

O concerto, com a duração de duas horas e meia, permitiu o tempo perfeito para os fãs reviverem todos os temas antigos e também alguns dos mais recentes, embora as preferências do público fossem claras. Na primeira parte do espetáculo pudemos então escutar ‘My Hero’, ‘These Days’ e ‘Learn To Fly’, entre muitos outros temasque levaram a multidão a cantar sem parar.

Em palco, Dave Grohl trocou então de guitarra, pegando então numa Gibson DG-335 e avançando para um momento que seria um dos mais calmos da noite, com ‘Wheels’. Ainda num ambiente mais intimista do espetáculo, Dave apresentou os restantes elementos da banda e referiu-se a eles como “os meus melhores amigos”, mencionando o percurso de cada um antes de integrarem os Foo Fighters.

Ultrapassado o diálogo com o público, Dave Grohl trocou ainda de lugar com o baterista, Rubin, provando a versatilidade de ambos em relação aos instrumentos.

O concerto já estava quase no fim, para infortúnio dos milhares que por ali se encontravam, e já tinham sido escutadas temas como ‘No Son of Mine’, ‘This Is a Call’ e ‘La Dee Da’. Afinal, chegava o momento da despedida, altura em que a banda prometeu estar de volta no próximo ano, aumentando as expectativas dos presentes, que esperaram nove anos por este momento, para que possam voltar a receber os Foo Fighters sem precisarem de esperar outros nove anos.

Zara Larsson fechou a noite
em grande no Palco Heineken

Mas a noite não terminou por aqui… A despedida de Foo Fighters marcava o início da atuação de Zara Larsson no Palco Heineken, ela que era esperada por uma multidão imensa que chamava em uníssono pela cantora e abrigava imensos cartazes na frontline. O espetáculo foi introduzido com uma música que qualquer português bem conhece: ‘Danza Kuduro’. Ultrapassada a abertura, Zara Larsson iniciou a performance com ‘Midnight Sun’, tema lançado no ano passado e que muito rapidamente foi acompanhado pelo público.

Zara fez ainda um elogio à plateia, que cantava cada música numa voz ensurdecedora – “Vocês são barulhentos! Mais um pouco e posso dizer que são a plateia mais barulhenta que alguma vez tive”. Após temas como ‘Ain’t My Fault’, ‘Ruin My Life’ e até mesmo ‘Uncover’ passarem pelo alinhamento, estes que fazem parte da primeira fase da carreira de Zara, começou a famosa ‘Lush Life’, música em que a mesma chamou um fã – o Afonso – para dançar o refrão em palco, algo já habitual no show da cantora sueca. 

Depois de ‘Symphony’, também bastante aguardada pelos fãs, terminou o espetáculo da mesma maneira que começou, tocando ‘Midnight Sun’ e agradecendo a presença do público. Ainda assim, depois de um show considerado épico pelos que iam saindo da tenda, muitos foram os que ficaram desiludidos com o facto de Zara não ter inserido ‘This One’s For You’ no alinhamento, uma vez que foi a música oficial do Euro 2016, esse mesmo em que Portugal foi campeão.

Um outro detalhe curioso resultou da quantidade generosa de pessoas no Palco Galp Fado Café que, já depois da uma hora (01h15), ali se encontrava para ver Playback Paião por Tigerman, um tributo a Carlos Paião com nove canções do mesmo. Recorde-se que a vida do malogrado cantor estará relatada no filme ‘Playback: Um Filme Sobre Carlos Paião’, por Sérgio Graciano, película com estreia marcada para 6 de agosto. 

Neste segundo dia do NOS Alive passaram pelos restantes palcos The War on Drugs no Palco Heineken, La Fleur no Palco WTF Clubbing, Inês Sousa no Coreto, Gilmário Vemba no Palco Comédia, Ana Sofia Varela no Palco Galp Fado Café, Das Letras à Música com Pedro Boucherie Mendes, Afonso Cruz e Luísa Sobral no Palco Literário e Soundproof no Pórtico. Para mais logo, neste sábado que irá surgir como o terceiro e último dia da 18ª edição do Alive, esperam-se nomes sonantes como Don West, Teddy Swims, Lorde, Florence + The Machine e Buraka Som Sistema, estes últimos que foram confirmados logo no fecho da edição do ano passado do festival do Passeio Marítimo de Algés. Claro está que a equipa do LusoNotícias acompanhará o dia de encerramento do festival desde a passagem pelo pórtico até ao último momento desta 18ª edição do Alive, ficando a promessa de que ali lhe iremos trazer todos os detalhes. Até lá… votos de boa música!

texto: Patrícia Dias Martins
fotos: Diogo Faria Reis

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