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Jason Moran regressa a Portugal para dois concertos únicos no Porto e Lisboa

O aclamado pianista e compositor norte-americano Jason Moran, uma das figuras mais influentes e inovadoras do jazz contemporâneo, regressa a Portugal para dois concertos imperdíveis. A 13 de julho, sobe ao palco da Casa da Música, no Porto, e a 14 de julho apresenta-se no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, em duas noites que prometem cruzar história, inovação e intensidade performativa.

Natural de Houston, Texas, Moran construiu um percurso singular que o posiciona como uma voz determinante na redefinição do jazz no século XXI. Formado na Manhattan School of Music, onde estudou com nomes como Jaki Byard, Andrew Hill e Muhal Richard Abrams, iniciou uma carreira marcada pela constante reinvenção estética e por uma profunda ligação à história da música afro-americana.

Ao longo de 18 anos de relação com a editora Blue Note Records, editou nove álbuns amplamente aclamados pela crítica, somando mais de uma dezena de outros trabalhos que consolidam uma obra onde tradição e experimentação se cruzam. Para além do universo discográfico, Moran destacou-se ainda na criação de bandas sonoras para filmes como Selma e 13th, de Ava DuVernay, e para a adaptação teatral de Between the World and Me, de Ta-Nehisi Coates.

A história é um eixo central no seu trabalho artístico, tendo criado projetos de grande dimensão dedicados a figuras incontornáveis como Thelonious Monk, Fats Waller e James Reese Europe, explorando a memória cultural como matéria viva e em permanente transformação. Paralelamente, Moran é atualmente Diretor Artístico de Jazz no Kennedy Center, em Washington, onde, desde 2014, tem sido uma força motriz na promoção e renovação do género. Integra ainda o corpo docente do New England Conservatory e desenvolve projetos curatoriais inovadores, como a série Artist’s Studio no Park Avenue Armory, em Nova Iorque.

Reconhecido com alguns dos mais prestigiados prémios na área da música e da produção artística, Moran continua a afirmar-se como um criador multifacetado cuja prática atravessa a performance, a composição, a curadoria e a educação. Em palco, os seus concertos distinguem-se pela intensidade, liberdade criativa e abordagem profundamente contemporânea ao jazz, dialogando com diferentes linguagens e contextos. A 13 e 14 de julho, o público português terá assim uma oportunidade rara para assistir ao trabalho de um dos mais relevantes artistas da atualidade, numa experiência que promete desafiar fronteiras e expandir horizontes.

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