Há histórias que não se contam com palavras. Vivem-se. Sentem-se. Saboreiam-se. E esta é uma dessas histórias, a viver no próximo dia 14 de fevereiro, quando o Sr.Lisboa se propõe a abrir as portas d’O Jardim e transformar o jantar de Dia dos Namorados numa narrativa íntima, onde cada momento à mesa corresponde a um capítulo de uma história de amor.
O Sr. Lisboa propõe-se assim a celebrar o Dia dos Namorados n’O Jardim, desta vez com um menu desenhado a várias mãos — e vários sentidos. Na noite de 14 de fevereiro, o espaço abre-se para um jantar que se assume como uma narrativa: cada prato corresponde a um capítulo, e cada capítulo a um momento de uma história de amor. A experiência, que custa 40 euros por pessoa (sem bebidas, mas com água lisa e café incluídos), convida a uma pausa longa à mesa, longe da pressa e perto do produto e da estação.
O percurso começa com “Encontro”: pão de fermentação natural da Padaria do Beco, manteiga de levedura e miso e azeitonas do Douro marinadas. Segue-se o “Primeiro Passo”, com robalo, aji amarillo, óleo de aneto, milhos crocantes, tagetes e holófitas. O capítulo “Paixão” traz lulas grelhadas no carvão sobre um arroz cremoso de coentros e algas da costa portuguesa. Em “Romance”, a bochecha de porco preto com alecrim, puré de batata-doce e especiarias convida a ficar. O final, “A Despedida”, fica a cargo da pêra em vinho do Porto com crumble de avelã e gelado de baunilha.



Mais do que celebrar uma data, O Jardim propõe uma pausa para abrandar, partilhar e reconhecer o prazer de estar à mesa. Fiel à sua identidade, a noite de 14 de fevereiro traduz-se numa celebração discreta, onde o tempo, o produto e a experiência ocupam o centro da cena.
Sr. Lisboa… o anfitrião!
O Sr. Lisboa deu-se a conhecer à cidade de quem adotou o nome. Ali se deu de comer e se bebeu da convivência de todos. Abriu as portas de casa para servir a gastronomia portuguesa que observou, aprendeu e se arriscou a recriar. Com o tempo, o propósito consolidou-se: reunir amigos e aqueles que passaram a sê-lo, os bons garfos e os bons copos. Quando os amigos já não cabiam na sala, novas divisões da casa foram nascendo — sempre com a mesma vontade de proporcionar convívio e boas memórias.

O Jardim… à sua espera
O Jardim nasceu de uma longa época de semeio. Viveu-se ao ritmo das estações, observou-se a diversidade das plantas, legumes e flores, explorou-se um universo de cheiros, texturas e sabores. Nasceu para ser uma ode à Natureza e dar espaço a quem sempre ficou no canto do prato. Agora é tempo de colheita: deixar os vegetais brilhar, assumir o papel principal, abandonar o lugar de acompanhamento. O Jardim germinou.









