Com dois golos marcados na fase final do jogo, aos 74′ e aos 83′ minutos, respectivamente por Dani Carvajal e Vinícius Jr., o Real Madrid venceu o Borussia de Dortmund e garantiu a conquista de mais uma Liga dos Campeões, um troféu que a turma merengue venceu pela 15ª vez, desta feita no jogo disputado este sábado no Estádio de Wembley, em Londres, no Reino Unido.
Num jogo rodeado de uma enorme moldura humana em em claro ambiente de festa, iniciado pela actuação do músico norte-americano Lenny Kravitz, ele que encheu Wembley de música e animação, a bola começou a rolar e logo parou durante pouco mais de dois minutos, travado pela entrada no relvado de três “espontâneos” que correram pelo relvado até serem agarrados pelos ‘stewards’.



Um dos invasores de campo pôde mesmo tirar selfies com jogadores antes de ser retirado das quatro linhas, isto enquanto outro fazia a celebração de Cristiano Ronaldo fazendo lembrar, afinal, um dos homens que conseguiu mais troféus da Champions pelo Real Madrid.
Recomeçado o jogo, este prosseguiu pautado pelo equilíbrio e disputado sempre nos limites pelas duas equipas, com o Borússia Dortmund, com o apoio do seu público, a estar mesmo mais perto de marcar ainda no primeiro tempo. Adeyemi, ao minuto 21′, falhou por pouco o golo para os amarelos, sozinho na frente perante Courtois, e logo a seguir, ao minuto 23′, foi Fullkrug a enviar a bola à base do poste esquerdo da baliza do Real Madrid.
Dortmund foi mais forte até ao intervalo
O jogo por esta altura era dominado pelo Dortmund e ao minuto 28′, o guarda-redes Thibaut Courtois, que foi aposta para este jogo de Ancelotti, voltou a impedir que Adeyemi celebrasse um golo que parecia evidente. O Real Madrid aguentava a pressão do conjunto germânico e este, depois de ter entrado no relvado de Wembley para muitos como equipa mais fraca, foi justificando até bem tarde no jogo o nulo e o equilíbrio no resultado.
Do lado do Real Madrid, para além de Courtois, destaque para elementos como Rüdiger, Camavinga, Kroos e Valverde que foram verdadeiros pêndulos de equilíbrio do jogo da turma merengue. Já na equipa germânica do Dortmund, o guarda-redes Kobel apareceu em evidência no segundo tempo, com defesas de grande valia a manter a igualdade, com outros elementos a surgirem como mais-valias na equipa às ordens do técnico Edin Terzic, como Hummels, Sabitzer, Adeyemi e Fullkrug.



À passagem do minuto 73′ o Real Madrid ganhou um pontapé de canto para bater do lado esquerdo do ataque, Toni Kroos foi até junto da bandeira de canto para fazer o cruzamento e, na pequena-área, livre de marcação, Dani Carvajal, curiosamente um dos elementos mais baixos da equipa merengue, saltou para um cabeceamento que fez a bola entrar ao segundo poste na baliza do Dortmund.
Carvajal e Vinicius Jr.
assinaram os golos merengues
Com o golo marcado por Carvajal, e festa explodiu naquele momento entre os adeptos do Real Madrid, num jogo que finalmente perdia o equilíbrio, tombando a favor da turma espanhola. Dada como favorita ao triunfo desde o início, a equipa merengue podia finalmente descontrair um pouco e tirar o melhor partido da vantagem no marcador.
Do lado do Borussia Dortmund ninguém baixou os braços, o técnico Edin Terzic, que imediatamente antes do golo tinha colocado em jogo Marco Reus no lugar de Adeyemi, apostou em Malen e Haller, mas o Real Madrid estava agora claramente por cima do jogo. Camavinga obrigou Kobel a excelente defesa ao minuto 81′, mas estava escrito nas estrelas que o Real iria voltar a marcar e marcou mesmo, dois minutos depois, por Vinícius Jr. Erro crasso de Maatsen deixou a bola ao dispor do avançado brasileiro que, sozinho em frente a Kobel, não perdoou, aumentando a contagem para 2-0.




O Borussia Dortmund ainda tentou forçar o ataque em busca de um golo que pudesse reabrir a partida, Fullkrug conseguiu mesmo colocar a bola dentro da baliza de Courtois ao minuto 87′, mas o árbitro auxiliar assinalou um fora-de-jogo e o VAR confirmou, anulando o golo da turma germânica.
O árbitro esloveno Slavko Vinčić ainda concedeu mais cinco minutos de compensação, mas o jogo estava resolvido e o Real Madrid pôde mesmo celebrar a sua 15ª conquista do título de Campeão Europeu de clubes com uma vitória afinal justa e bem conseguida por Carlo Ancelotti e pelos seus jogadores.









