A gama de vinhos a que a casa deu o nome Terroir pretende personificar o melhor de cada ano de vindima da Quinta do Quetzal, elegendo a casta ou o lote proveniente da parcela que melhor se exprimiu nesse ano. O enólogo e responsável pela viticultura, José Portela, explica que o tinto é um vinho de edição numerada, “produzido a partir de uma única parcela de encosta em solo de xisto, a que se chama Vinha do Coronel”.
O nome resulta da aquisição, ao longo dos anos, de parcelas contíguas à propriedade, entre as quais uma vinha comprada a um coronel, que acabou por dar a identidade ao talhão. Situa-se numa das cotas mais elevadas da Quinta, com relevo acentuado e forte exposição.
Para José Portela, “a casta encontra condições para maturações equilibradas, preservando frescura e tensão mesmo em contexto alentejano”. Refere que o tinto se diferencia por ser um Cabernet Sauvignon 100% monovarietal e de parcela única, “algo pouco comum no contexto português, onde a casta surge frequentemente em lote”, e destaca-se “pela estrutura firme, pela definição de fruta negra madura e por uma mineralidade evidente, marcada pelo solo de xisto”.
O relevo acentuado da encosta contribui para um perfil focado, com tensão e vocação gastronómica clara. Quanto ao modo como foi feito, o enólogo salienta que as uvas foram colhidas manualmente, transportadas para a adega e arrefecidas antes da vinificação. A fermentação decorreu durante seis a oito dias com três a quatro remontagens diárias. Após estágio de 18 meses em barricas de carvalho francês usadas, o vinho foi engarrafado em 2024.

| FICHA TÉCNICA | |
| Nome | Terroir Vinha do Coronel Cabernet Sauvignon |
| Ano | 2021 |
| Tipo de Vinho | Tranquilo |
| Cor | Tinto |
| Região | Alentejo DOC |
| Castas | 100% Cabernet Sauvignon |
| Temperatura Ideal | 16ºC – 18ºC |
| Harmonização | Pratos com alguma gordura, proteína e profundidade de sabor. Funciona melhor com forno, assados e pratos de tacho do que com preparações leves. |
| Enologia | José Portela |
| PVP | 24,95 € |








