Um estudo revela que quase metade do mercado europeu de cigarros eletrónicos tem origem em circuitos irregulares, incluindo comércio ilegal e importações não regulamentadas.
De acordo com a análise do Fraunhofer Institute for Integrated Circuits, “48% dos produtos vendidos na União Europeia provêm de fontes irregulares, representando um mercado estimado em 6,6 mil milhões de euros, que poderá crescer para 10,8 mil milhões até 2030.”
O estudo do instituto alemão conclui ainda que cerca de 90% destes produtos têm origem na China, “muitas vezes enviados através de encomendas de pequeno volume ou plataformas online, explorando diferenças regulatórias e fiscais entre Estados-membros da União Europeia.
O instituto alemão alerta para “as perdas fiscais significativas para os Estados, concorrência desleal para operadores legais e riscos acrescidos para os consumidores, uma vez que estes produtos podem contornar regras de segurança, qualidade e rotulagem.”
Os autores defendem que a resposta terá de passar por “maior harmonização regulatória na União Europeia, reforço da rastreabilidade digital das cadeias de abastecimento e cooperação com países de origem, para tornar os fluxos comerciais mais transparentes e combater o comércio ilegal.”









