O tempo avança, mas há datas que se gravam na memória coletiva de forma indelével. O 11 de setembro é uma delas. Assinalam-se hoje 24 anos sobre os atos terroristas que chocaram o mundo e mudaram para sempre o rumo da história.
No dia 11 de setembro de 2001, quatro aviões comerciais foram desviados por 19 terroristas da Al-Qaeda. Dois deles colidiram com as Torres Gémeas do World Trade Center, em Nova Iorque, causando o seu colapso. O terceiro avião atingiu o Pentágono, em Arlington, Virgínia, e o quarto, cujo alvo provável seria o Capitólio ou a Casa Branca, despenhou-se num campo na Pensilvânia, alegadamente por força da intervenção dos seus passageiros que terão lutado contra os sequestradores. O balanço foi trágico: quase 3000 vidas perdidas, entre passageiros, tripulantes, bombeiros, polícias e civis.
As consequências deste ataque foram profundas e de longo alcance. Para os Estados Unidos, o 11 de setembro representou uma ferida aberta e uma alteração radical na sua política externa e interna. A “Guerra contra o Terror” foi declarada, levando à invasão do Afeganistão, para derrubar o regime Taliban que protegia a Al-Qaeda, e mais tarde à invasão do Iraque. A segurança interna foi reforçada de forma drástica, com a criação do Departamento de Segurança Interna e a aprovação do Patriot Act, que concedeu às autoridades amplos poderes de vigilância.
A nível global, os ataques do 11 de setembro transformaram a geopolítica. A luta contra o terrorismo tornou-se uma prioridade internacional, com muitos países a reforçarem as suas medidas de segurança e a participarem em operações militares conjuntas.
O medo de novos ataques e a desconfiança generalizada moldaram a forma como as nações passaram a interagir. As liberdades civis foram postas à prova em muitos lugares, em nome da segurança. A memória do 11 de setembro é um lembrete doloroso da fragilidade da paz e da importância de se manter a vigilância e a solidariedade, mas também da resiliência e da coragem de quem enfrentou o horror do terrorismo.









