Com uma vitória categórica assente numa boa exibição, principalmente no segundo tempo, o Benfica garantiu esta quinta-feira, no Estádio da Luz, o apuramento para a Final Four da Taça da Liga, a disputar em Janeiro, depois de vencer o Gil Vicente por um claro 4-1, com golos de Lukebakio (2), Sudakov e Jhon Durán. O Gil Vicente, que procurou sempre contrariar o melhor futebol dos encarnados, ainda fez o seu golo de honra, pelo dinamarquês Andreas Lausen, um jogador que entrou no segundo tempo para trazer outro perfume ao meio-campo do conjunto gilista.
Apostando numa equipa com algumas segundas figuras deste plantel, como El Karouani como lateral esquerdo, Dahl “puxado” para o lado direito da defesa e Sudakov no miolo ao lado de Palhinha, , aparecendo na frente Lukebakio, Schjelderup e Jhon Durán, Marco Silva conseguiu deixar bem claro que a identidade do futebol dos encarnados está já bem evidente em campo independentemente dos protagonistas chamados à titularidade. Deixando no banco Tiago Araújo, Bah, Prestianni ou Pavlidis, nem por isso o técnico dos encarnados apresentou uma equipa menos ambiciosa ou com uma capacidade diminuída, tendo o Benfica dominado o jogo desde o início ainda que com um arranque pouco esclarecido nos últimos 30 metros.








Com efeito, embora a dominar, com mais posse de bola e maior domínio territorial, o Benfica começou o jogo de uma forma atabalhoada, a falhar muitos passes e com Jhon Durán lá na frente a esquecer-se várias vezes da bola, tal como Lukebakio, dois elementos que chegaram tarde a este jogo com vários erros de palmatória que só facilitaram a missão defensiva do Gil Vicente. O curioso deste jogo é que eles “chegaram tarde”, mas quando responderam afirmativamente, agarraram no jogo e deram-lhe o seu cunho pessoal mais do que evidente, nomeadamente Lukebakio, o melhor jogador em campo nesta partida.
Echeverri ameaçou
e Lukebakio marcou
Na primeira vez que houve um remate realmente perigoso à baliza gilista, em cima do minuto 18, com Echeverri a rematar e a beneficiar de um ressalto, o golo só não apareceu para o Benfica porque o guarda-redes Samuel Portugal respondeu com uma enorme defesa. Por esta altura ainda o meio-campo do Benfica revelava alguma dificuldade em segurar a bola, com Palhinha a destruir o jogo adversário mas Sudakov a demorar em conseguir encontrar a sua posição, neste jogo chamado a funções que lhe são pouco habituais.










O Benfica demorava assim algum tempo a impor a sua maior qualidade perante um adversário que, pelos corredores laterais, tentava chegar à área da baliza à guarda de Anatoliy Trubin. Porém, de uma forma insistente, o Benfica foi construindo diversos lances de perigo pecando apenas na finalização, num jogo em que se adivinhava o golo dos encarnados a qualquer instante, assim surgisse o acerto por parte dos homens mais adiantados por entre a defesa gilista.
Curiosamente, ao minuto 34’, na sequência de um lance a partir do corredor esquerdo do Gil Vicente, e completamente contra a corrente do jogo, foi Trubin quem, por duas vezes, defendeu o que parecia ser o golo gilista, mantendo o nulo no marcador. acabaria por ser nesta altura, com o jogo algo partido, que o Benfica chegou ao primeiro golo. Depois de um lance algo confuso, com Dahl a ficar caído no relvado depois de levar uma bolada, o esférico sobrou para Lukebakio que, de primeira, em zona frontal, rematou para o golo, com Samuel Portugal a ser algo mal batido, surpreendido pela força do pontapé do internacional belga.









Inspiração de Sudakov
permite golo de bandeira
O golo de Lukebakio veio justificar o ritmo alto que o Benfica vinha a impor no jogo, com o marcador a manter a diferença mínima apenas porque, logo depois, um remate de Echeverri levou a bola a passar muito perto do ângulo da baliza gilista. Não foi nesse lance, mas bastaram alguns minutos para que, Sudakok, o tal jogador hoje chamado à função de médio de construção, a aparecer com um remate de pé direito a partir de zona frontal à área da turma visitante, de primeira, assinando o 2-0 para o Benfica. Estava feito assim o golo do jogador ucraniano, muito festejado, ele que conseguiu tirar o melhor partido da sua posição ao rematar de forma assertiva para colocar o Benfica de uma forma mais tranquila no comando do marcador.
O Benfica justificava a vantagem, dominava a partida, criava oportunidades e dava mesmo a impressão de que poderia conseguir mais golos rapidamente, nomeadamente quando Jhon Durán rematou à malha lateral depois de um lance de futebol tricotado pelos homens mais adiantados do ataque encarnado.








Ficha do jogo
Benfica 4-1 Gil Vicente
Competição: Taça da Liga
Estádio da Luz
Ao intervalo: 2-0
Assistência: 53.654 espectadores
Árbitro: José Bessa
VAR: Rui Silva
Benfica: Trubin; Dahl, Lenglet (C), Circati e El Karouani; Palhinha (Aursnes, 72’) e Sudakov (Manu Silva, 73’); Lukebakio, Echeverri (Rafa Silva, 78’) e Schjelderup (Prestianni, 72’); Jhon Durán (Anísio Cabral, 83’).
Treinador: Rui Borges
Gil Vicente: Samuel Portugal; Ricardo Esgaio, Espigares, Bautu (C), David Moreira e Guilherme Gomes (Touré, 46’); Santi Garcia e Zé Carlos; Murilo Sousa (Walace França, 63’), Sansi e Gil Martins (Lausen, 46’).
Treinador: Luís Pinto
Golos:
- 1-0 Lukebakio, 36’
- 2-0 Sudakov, 41’
- 3-0 Lukebakio, 54’
- 3-1 Lausen, 56’
- 4-1 Jhon Durán, 81’
Ação disciplinar:
Cartão amarelo: Palhinha (67′), Aursnes (76’)
Cartão vermelho: Espigares (82’)








Bis de Lukebakio
conseguido de biciclets
Entrando no segundo tempo com a mesma objectividade, o Benfica apareceu sempre mais perto de conseguir dilatar a vantagem. Schjelderup enviou a bola à base do poste direito da baliza de Samuel Portugal à passagem do minuto 48’, o Benfica ameaçava conseguir mais golos enquanto para o Gil Vicente sobravam algumas tentativas tímidas de subida no terreno, mas com os médios da equipa da casa a controlarem as operações mantendo Trubin tranquilo e sem grande trabalho entre os postes da sua baliza.
Com Echeverri pelo corredor central, fosse para a esquerda com aberturas para Schjelderup, fosse para a direita onde aparecia Lukebakio verdadeiramente inspirado, o Benfica ia somando oportunidades e pontapés de canto. Acabaria assim por ser a partir de um desses pontapés de canto que, ao minuto 54’, Lukebakio apareceu a rematar de costas para a baliza, numa espécie de pontapé de bicicleta ainda que menos acrobático, fazendo o terceiro golo do jogo e o seu segundo golo da noite.
Marco Silva podia assim dar minutos a outros jogadores, tendo apostado em Aursnes, Manu Silva e Prestianni, mas também em Rafa Silva e Anísio Cabral, e com tudo isto o Benfica manteve o domínio do jogo e a ascendência sobre o Gil Vicente. É certo que a turma de Barcelos acabou por conseguir o seu golo, por Andreas Lausen, num pontapé do meio da rua que não deu hipóteses a Trubin, mas ao minuto 81 o Benfica fechou a contagem, com Rafa Silva a oferecer de bandeja o golo a Jhon Durán, cabendo ao colombiano assinar o quarto golo da noite para a equipa da casa perante os mais de 53 mil adeptos que permitiram mais uma enchente no Estádio da Luz.








Andreas Lausen mostrou
qualidade com golaço para o Gil
Antes do final da partida ainda houve tempo para o árbitro José Bessa mostrar um cartão vermelho direto a Espigares, quando o jogador do Gil Vicente cometeu uma falta dura sobre Rafa Silva quando este tinha espaço pela frente para seguir isolado para a baliza da turma gilista, uma expulsão que o técnico Luís Pinto criticou, fazendo votos que o jogador possa estar disponível para o próximo jogo do Gil Vicente como Jhon Durán pôde jogar nesta partida depois de ter visto um cartão amarelo no final do jogo entre o Santa Clara e o Benfica, na passada segunda-feira.
O certo é que neste lance com Espigares, ao minuto 83′, Rafa Silva estava mesmo em posição privilegiada, e José Bessa não teve dúvidas quanto à cor do cartão a exibir ao jogador gilista. Já quanto ao resultado, o Benfica vencia e convencia. O Gil Vicente, com valor, conseguiu deixar a sua marca no jogo com o golo de Lausen, mas no final foi mesmo o Benfica quem pôde receber os aplausos dos seus adeptos depois de uma noite de bom futebol e com muitos golos no relvado do Estádio da Luz.






Que venha mais um Benfica-FC Porto
Numa noite em que o Famalicão já tinha eliminado o Sporting de Braga da Taça da Liga, apurando-se o Fama para a Final Four, em que irá defrontar o Sporting, o Benfica garantia o outro lugar entre os quatro magníficos desta competição, agendando desde já para Janeiro um embate com o FC Porto na outra meia-final da competição que irá ser disputada no Estádio Magalhães Pessoa, em Leiria, nos dias 6 e 7 de Janeiro. Agora, de uma forma mais prática, Benrfica e Gil Vicente terão que virar o foco para os jogos do campeonato da I Liga, com a turma de Barcelos a









