DFR_5931

Benfica bate o Vitória com golos de Dahl e Sudakov

Samuel Dahl e Sudakov marcaram este domingo os golos que permitiram ao Benfica vencer a turma do Vitória de Guimarães por 2-0, no Estádio da Luz, em jogo da oitava jornada do campeonato da I Liga. Num jogo em que o Benfica fez uma primeira parte de grande nível, durante a qual marcou um golo, mas perdeu diversos lances que teriam terminado em golo se tivesse existido um pouquinho mais de eficácia, o Vitória às ordens de Tiago Margarido apenas conseguiu acordar no segundo tempo, altura em que tentou equilibrar o jogo ainda que sem conseguir importunar realmente o guarda-redes Samual Soares.

Foi assim na segunda metade da partida que o técnico dos benquistas, Marco Silva, resolveu recorrer a alguma frescura física a partir do banco, e foi daí que veio o segundo e decisivo golo apontado por Sudakov, o jogador ucraniano que procurava regressar aos golos com a camisola dos encarnados há quase um ano — o último golo apontado por Georgiy Sudakov tinha acontecido a 5 de dezembro de 2025, contra o Sporting, na 13.ª jornada da I Liga da pretérita temporada de 25/26.

O Benfica venceu, somou os três pontos tal como já o Sporting e o FC Porto o tinham feito na presente jornada, e tudo prossegue de igual modo na luta pelo título na I Liga, com os dragões na frente, seguindo pelas águias a cinco pontos e pelos leões a seis. Curiosamente, tal como o Sporting, também o Santa Clara surge a seis pontos do líder, com os mesmos pontos do clube de Alvalade.

Enquanto Silva consolidou
Margarido apenas tentou

Olhando para a forma como decorreu este jogo entre benfiquistas e vimaranenses, será caso para dizer que Marco Silva consolidou as ideias que já vinha a apresentar antes da paragem do campeonato para os compromissos da Seleção de Portugal, respondendo Tiago Margarido com uma equipa vimaranense aguerrida, empenhada, mas sem argumentos para deitar por terra a melhor estratégia dos encarnados. Mantendo as suas apostas já “normais” neste conjunto benfiquista, com Samuel Soares entre os postes e Pavlidis como o homem mais adiantado, o treinador do Benfica chamou ao jogo Circati, devido ao impedimento de Lenglet, e Barreiro para o lugar de Aursnes, surgindo o internacional luxemburguês no miolo do terreno ao lado de Palhinha, ficando Enzo Barrenechea na bancada devido a lesão.

Já do lado do Vitória, Tiago Margarido surpreendeu ao deixar de fora Gustavo Silva. Strata, Borevkovic, Thiago Balieiro e João Mendes formaram a linha de quatro defesas. Gonçalo Nogueira e Lohann Doucet tinham a missão de preencher a linha média da turma visitante, surgindo depois Camara, o capitão Samu e Miguel Nogueira no apoio a Jakupovic. Estavam assim lançadas os trunfos de cada conjunto sobre o relvado, com o Benfica apoiado por um décimo segundo jogador formado pelos 63.728 espectadores que lotaram as bancadas do Estádio da Luz.

Logo nos primeiros instantes da partida, com o Benfica a assumir o domínio pleno da partida, uma combinação entre Prestianni e Schjelderup quase dava golo, com Rafa a beneficiar de um ressalto e a rematar para uma baliza aberta, enviando a bola à trave quando o guarda-redes do Vitória já estava batido. Os encarnados mostravam a fome de golos com que tinham entrado no relvado perante um Vitória que rapidamente foi encostado às cordas, obrigado a defender em face da pressão intensa dos homens comandados por Marco Silva. Pouco depois, Leandro Barreiro foi carregado dentro da área do Vitória, mas o árbitro Luís Godinho nada assinalou e o VAR Pedro Ferreira também terá entendido que não havia motivo para chamar o árbitro a rever o lance, mesmo depois de Barreiro ter sido “empurrado” para o relvado pelo pescoço, impedido de chegar à bola num lance junto à linha da pequena área da baliza à guarda de Oliwier Zych.

Gesto técnico perfeito de Dahl
permitiu o primeiro golo

Foi assim necessário esperar pelo minuto 24 para que os encarnados chegassem à vantagem neste jogo, com um golo apontado por Samuel Dahl depois de uma tabelinha dentro da área com Pavlidis. O lateral dos encarnados desenvolveu todo o lance, combinou com o avançado grego e, isolado frente ao guarda-redes vitoriano, picou a bola sobre Zych para inaugurar a contagem nesta partida. Depois de várias oportunidades perdidas, o Benfica chegava assim à vantagem dando corpo ao domínio que vinha exercendo na partida.

A vencer, o Benfica manteve o controlo do jogo, mas levantou o pé, reduzindo a velocidade imposta e permitindo com isso que o Vitória pudesse finalmente subir as suas linhas, passando o jogo a decorrer mais sobre a linha do meio-campo depois de uma presença quase constante das duas equipas sobre a zona da área de baliza do guarda-redes Zyck. O intervalo acabaria assim por chegar com o Benfica a vencer pela diferença mínima, num jogo em que foram várias as oportunidades de golo que os homens da equipa da casa desperdiçaram.

O segundo tempo trouxe ao relvado do Estádio da Luz os mesmos onzes nas duas equipas e o mesmo figurino da partida, com os encarnados a conseguirem maior presença no meio-campo defensivo vimaranense. Mais quezilento, o jogo acabou por se mostrar menos fluido e com isso menos interessante, com o árbitro Luís Godinho a ser chamado a intervir mais vezes perante as pequenas faltas que foram sendo cometidas a meio do terreno por ambos os conjuntos. Menos paciente, agora com mais passes errados, o Benfica surgia agora mais permissiva perante um Vitória que começou a conseguir maior ligação dos passes face a um conjunto encarnado perdulário.

Recursos do Benfica no banco
ditaram a diferença… e o resultado!

Consciente da necessidade de mudar algo na sua equipa, Marco Silva avançou para as primeiras mudanças neste jogo, chamando a partir do banco Echeverry e Aursnes, procurando com isso incutir mais força à linha média dos encarnados. Acabou assim o técnico dos encarnados, à passagem da hora de jogo, por fazer sair Schjelderup e Barreiro, o primeiro porque já estava bem menos disponível fisicamente, e o segundo porque tinha visto um cartão amarelo e Marco Silva não terá querido facilitar. Três minutos depois de estar em campo, Echeverry recebeu uma bola pelo corredor esquerdo, com espaço para correr em direção à baliza, tentou o golo mas o guarda-redes do Vitória esticou o pé e conseguiu evitar o que seria o segundo golo dos encarnados com uma defesa à guarda-redes de andebol, desviando a bola pela linha de fundo. O sinal, todavia, estava dado, e o “carimbo” atestando a vitória do Benfica chegaria pouco depois.

Ao minuto 65 foi a vez de Tiago Margarido mexer na sua equipa, retirando da partida Lohann Doucet e Miguel Nogueira para as entradas dos internacionais Beni Mukendi e Telmo Arcanjo, respectivamente angolano e cabo-verdiano, procurando garantir para o Vitória maior organização no meio-campo vimaranense, com mais força física e capacidade de procurar a posse de bola. O certo é que o jogo prosseguia “atado” no meio-campo, e Marco Silva avançou para mais duas alterações, chamando agora ao banco Sudakov e Lukebakio, jogadores que viriam a entrar à passagem do minuto 73’, por troca com Alexander Bah e Rafa Silva. Curiosamente, Jhon Durán, que também chegou a ser chamado ao banco para entrar na partida por esta altura, continuou fora das quatro linhas.

Na mesma paragem do jogo também o técnico do Vitória determinou duas mudanças, apostando em Mitrovic e Outro para as saídas de Gonçalo Nogueira e Jakupovic. E logo depois destas alterações, eis que apareceu o segundo golo dos encarnados, apontado por Georgiy Sudakov depois de uma assistência de Echeverry, num remate em zona frontal com o ucraniano a conseguir o golo que há tanto procurava. Os adeptos celebraram de pé o golo do camisola 10 do Benfica e este não escondeu a emoção por aquele momento em que tinha fechado a discussão da partida frente a um Vitória que complicou enquanto pôde a missão do Benfica, mas que acabou incapaz de levar pontos do Estádio da Luz.

Ao minuto 82’, Pavlidis, que neste jogo não marcou, deixando como contributo para este jogo a assistência para o golo de Dahl, acabou mesmo por sair para dar o seu lugar a Jhon Durán, este que finalmente acabou mesmo por ser chamado à partida para os últimos 10 minutos regulamentares, mas cinco que viriam a ser dados por Luís Godinho como compensação antes do apito final da partida. Antes o Vitória ainda ameaçou deixar a sua marca num lance em que a bola beijou a base do poste direito da baliza de Samuel Soares, num remate cruzado de Telmo Arcanjo, mas o jogo viria a terminar com folha limpa para o guarda-redes dos encarnados, um resultado moralizado se tivermos em conta que o Benfica vai começar desde já a preparar o jogo da próxima quinta-feira frente ao Celtic de Glasgow, referente a mais uma ronda da fase de liga da Liga Europa.


Ficha do jogo

Benfica 2-0 Vitória SC
Competição: I Liga (8.ª jornada)
Estádio do Sport Lisboa e Benfica
Ao intervalo:
 1-0

Árbitro: Luís Godinho
VAR: Pedro Ferreira

Benfica: Samuel Soares; Alexander Bah, Alessandro Circati, Tomás Araújo e Samuel Dahl; João Palhinha e Barreiro; Gianluca Prestianni, Rafa Silva e Andreas Schjelderup; Vangelis Pavlidis
Treinador: Marco Silva

Vitória SC: Oliwier Zych; Tony Strata, Toni Borevkovic, Thiago Balieiro e João Mendes; Gonçalo Nogueira e Lohann Doucet; Camara Jr, Samu Silva e Miguel Nogueira; Arnel Jakupovic
Treinador: Tiago Margarido

Golos:

  • 1-0 – Samuel Dahl – 24’
  • 2-0 – Sudakov – 75’

Ação disciplinar:
Cartão amarelo:
 Tony Strata (18′); Gonçalo Nogueira (33’); Borevkovic (49’); Leandro Barreiro (52’); Tomás Araújo (55’); Samu Silva (56’);


A ambição por cumprir de uns
e o trabalho por fazer de outros

Quanto ao campeonato, tudo como antes, sabendo o Benfica que logo depois de dois jogos das competições europeias irá regressar ao campeonato, para a nona jornada, deslocando-se na segunda-feira, 26 de Outubro, ao terreno do Santa Clara, a tal equipa sensação que segue no quinto lugar do campeonato com os mesmos pontos do quarto, o Sporting.

Nota final para a excelentes prestações de Dahl, Prestianni como sempre, Schjelderup enquanto teve pilhas, e Sudakov que entrou a partir do banco pleno de vontade, acabando premiado com o um golo quase dez meses depois do último que marcou. No Vitória, em que Tiago Margarido terá que trabalhar muito, há matéria prima — ficaram na retina alguns detalhes técnicos de Tiago Arcanjo, Doucet e Gonçalo Nogueira, mas ficou claro que o Vitória precisa de mais jogadores com a garra de Samu Silva.

texto: Jorge Reis
fotos: Diogo Faria Reis

Sondagem

Qual a sua convicção pessoal relativamente ao curso da guerra na Ucrânia?

View Results

Loading ...

Rádio LusoSaber

Facebook

Parcerias

Subscreva a nossa Newsletter

Inscreva-se para receber nossas últimas atualizações na sua caixa de entrada!