A proprietária da Herdade Aldeia de Cima, Luísa Amorim, lançou pela primeira vez um monovarietal na casa, que descreve como “um grande branco, onde a mineralidade confirma a vocação da Vidigueira para vinhos brancos excecionais, mostrando que vale a pena ter convicções para ir mais longe.” Já o enólogo, António Cavaleiro, sustenta que este branco nascido na Serra do Mendro, “pela inquietude e a busca pelo detalhe, é uma afirmação da audácia da Herdade Aldeia de Cima”. Refere que resulta do diálogo entre “a geologia de solos esqueléticos e uma viticultura tradicional”, mas que “encontra na frescura da altitude o seu refúgio ideal”. O responsável acredita que sob a influência dos ventos do Atlântico, “a casta Alvarinho revela uma face inesperada”, ou seja, “um branco de estrutura linear e densidade marcante, onde a mineralidade valida a vocação deste território para vinhos excecionais, desenhados com tempo e com potencial de guarda”.
O Alvarinho da Herdade Aldeia de Cima distingue‑se da maioria dos vinhos da casta por ser produzido fora da sua região tradicional – Vinhos Verdes – e pelo baixo teor alcoólico de 11,5% que o torna um vinho leve, mineral e fresco.
António Cavalheiro explica que a fermentação ocorreu com borras finas durante aproximadamente 30 dias, a baixas temperaturas, estagiou oito meses em depósitos de cimento Nico Velo de 2600 litros, seguindo‑se um estágio adicional de seis meses em balseiro de carvalho francês de 3000 litros.
| FICHA TÉCNICA | |
| Nome | Herdade Aldeia de Cima Alvarinho |
| Ano | 2024 |
| Tipo de Vinho | Tranquilo |
| Cor | Branco |
| Região | Regional Alentejano |
| Castas | 100% Alvarinho |
| Temperatura Ideal | 8ºC |
| Harmonização | Aperitivos, marisco e peixe |
| Enologia | António Cavalheiro |
| PVP | 17,50€ |








