O Farol do Cabo da Roca, um dos mais antigos de Portugal e o segundo mais velho ainda em funcionamento na costa portuguesa, ganha a partir desta quinta-feira, 23 de julho, um novo centro interpretativo aberto ao público. A inauguração oficial aconteceu na quarta-feira, com a presença dos ministros da Defesa Nacional, Nuno Melo, e do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, num evento que assinalou o arranque de uma nova fase para este símbolo do ponto mais ocidental da Europa continental.
O projeto resulta de uma parceria entre a Parques de Sintra e a Direção-Geral da Autoridade Marítima – Direção de Faróis, e representa um investimento superior a 1,6 milhões de euros. Para além do centro interpretativo, o espaço inclui agora uma área para exposições temporárias, cafetaria e loja, transformando a visita num experiência mais completa e informativa.











Durante a cerimónia, Nuno Melo sublinhou a importância de olhar para o mar como uma prioridade estratégica, destacando que a salvaguarda do património exige um esforço conjunto. Na sua visão, este é “um exemplo virtuoso em torno de um compromisso comum”, onde todos saem a ganhar – desde a manutenção das estruturas à cultura, ambiente e património.
Já Maria da Graça Carvalho enquadrou o farol como um ponto de ligação entre o oceano e o Parque Natural Sintra-Cascais, uma espécie de charneira entre ecossistemas marinhos e terrestres. A ministra associou este espírito ao Plano Nacional de Restauro, defendendo uma simbiose equilibrada entre diferentes ambientes naturais, e elogiou o rigor das entidades envolvidas, concluindo que “o Farol está bem entregue”.






Por seu lado, o presidente da Parques de Sintra, João Sousa Rego, explicou que a recuperação e a criação do centro interpretativo só foi viável graças à cooperação com a Autoridade Marítima Nacional. O objetivo, segundo disse, vai além da simples contemplação da paisagem: “Queremos que quem chega ao Cabo da Roca não encontre apenas um lugar extraordinário para observar o Atlântico. Queremos que perceba onde está, reconheça os valores naturais que o rodeiam e descubra um território muito mais vasto.”
O contra-almirante José Diogo Pessoa Arroteia, diretor-geral da Autoridade Marítima Nacional, reforçou a necessidade de conciliar a missão principal do farol – o assinalamento marítimo para a segurança da navegação – com a abertura organizada e sustentável ao público. Também marcou presença o vice-presidente da Câmara Municipal de Sintra, Francisco Duarte.




Quem visitar o novo centro interpretativo pode optar por dois tipos de experiência. A visita essencial, em regime livre, dá acesso ao centro, ao pátio com vista para o Atlântico e para a Serra de Sintra, e à cafetaria, com um bilhete de 5 euros.
Já a visita panorâmica inclui a subida à varanda superior, acompanhada por um elemento da Parques de Sintra, com um preço de 10 euros para adultos (7,50 euros para maiores de 65 anos e 5 euros para jovens dos 6 aos 17 anos). A varanda oferece uma vista privilegiada sobre as falésias, a costa e o imenso horizonte, num local que, além da beleza, guarda mais de 250 anos de história ligada ao mar e à navegação.









