A APCAP apresenta um estudo da consultora Deloitte segundo o qual o preço por quilómetro é 20% inferior à média europeia.
No recente congresso da APCAP – Associação Portuguesa das Concessionárias de Autoestradas e Pontes foi ainda exposto que “a percentagem de rede de autoestradas portajada em Portugal situa-se atualmente em 58%”, valor inferior à média da rede europeia, e que “abolir portagens custaria 1.500 milhões de euros por ano aos contribuintes.”
De acordo com a APCAP, Portugal posiciona-se “como o país da rede ASECAP (Associação Europeia do Setor) com melhor qualidade de infraestruturas rodoviárias, resultado do investimento, direta ou indiretamente financiando por portagens, o que lhe permite registar níveis de sinistralidade inferiores à média europeia, num contexto em que, por quilómetro, o custo ajustado ao poder de compra é 20% inferior à média europeia.”
O estudo encomendado pela APCAP lança ainda o alerta de que “a abolição total das portagens teria um custo de 1.500 milhões de euros por ano, uma fatura que recairia integralmente sobre os contribuintes e que comprometeria, de forma estrutural, a capacidade de manutenção e modernização da rede.”
De acordo com a APCAP, as medidas recentes de eliminação de portagens deverão representar perdas de receitas de cerca de 200 milhões de euros por ano, “um custo que será transferido para todos os contribuintes”, reduzindo recursos disponíveis para novos investimentos e enfraquecendo o princípio do utilizador/pagador.
Manuel Melo Ramos, presidente da APCAP, defende que “um processo estruturado, transparente e assente no princípio do utilizador/pagador é a melhor forma de maximizar o benefício público. É um modelo que permite garantir o presente – assegurando a manutenção, operação e qualidade das infraestruturas existentes – e preparar o futuro, ao gerar capacidade de financiamento para novos investimentos na sua modernização, sem agravar os encargos da dívida pública.”






