O Valencia deixou escapar dois pontos importantes frente ao Rayo Vallecano, num jogo em que a falta de discernimento tático pesou mais do que a vontade.












O Mestalla encheu-se para empurrar a equipa valenciana, mas o que se viu nos primeiros minutos foi uma equipa a jogar mais com o coração do que com a cabeça. Aos 21 minutos, Florian Lejeune, de cabeça, após um canto batido por Gumbau, colocou o Rayo em vantagem. E podia ter sido pior: Randy Nteka falhou um penálti ainda na primeira parte, com o guarda-redes Dimitrievski a defender para o poste.
A reação chegou aos 40 minutos, com um golo de Diego López, assistido por Javi Guerra, que foi, de longe, o elemento mais criativo do Valencia na primeira metade. A jogada, de resto, foi um espelho do que se pede à equipa: fluidez e objetividade.









Na segunda parte, o Valencia teve mais bola e tentou cercar a área do Rayo, que se fechou bem e dificultou a vida ao ataque local . Javi Guerra ainda teve uma oportunidade clara, mas a falta de clarividência nos últimos metros foi uma constante. Corberán mexeu na equipa, lançando Sadiq e Ramazani para ganhar mais presença ofensiva, mas o empate nunca mais se desfez.
Com este resultado, o Valencia soma 43 pontos e fica a olhar para os dois últimos jogos com a sensação de que podia estar mais descansado na tabela. A reação ao golo sofrido demonstra que a equipa tem fibra, mas falta-lhe a consistência e a “fluidez” que o próprio treinador admitiu não ter existido.




















