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Jantar de Trump com jornalistas em Washington travado por tiroteio

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o vice-presidente, JD Vance, foram retirados à pressa na noite deste sábado do jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca, no hotel Washington Hilton, após terem sido ouvidos na sala cinco a seis tiros. O alegado atirador, um homem de 30 anos natural da Califórnia, foi detido pelas autoridades, e o presidente já se encontra em segurança na Casa Branca.

De acordo com informações avançadas pelas agências internacionais e pelos canais de televisão norte-americanos, os disparos ocorreram junto à área de triagem de segurança do evento, por volta das 22h locais (03h de domingo em Lisboa). As imagens captadas no local mostram o momento em que agentes do Serviço Secreto cercam o casal presidencial, forçando Trump e a primeira-dama, Melania Trump, a curvarem-se atrás da tribuna antes de serem escoltados para fora do salão. Fontes policiais adiantaram à CNN que um agente dos Serviços Secretos foi atingido no colete à prova de balas, mas encontra-se estável e sem ferimentos graves.

O suspeito, cuja identidade está a ser avançada pela imprensa norte-americana como Cole Tomas Allen, de 30 anos, natural da Califórnia e professor de profissão, foi rapidamente imobilizado no local. As autoridades acreditam que o atirador agiu sozinho, embora as motivações para o atentado permaneçam ainda por esclarecer.

Atirador foi detido depois de atingir
um elemento dos serviços secretos

O jornalista Wolf Blitzer, da CNN, que se encontrava a poucos metros do atirador, relatou que o homem disparou “aleatoriamente” com uma “arma de grosso calibre”. Após o incidente, Trump recorreu à sua rede social, Truth Social, para elogiar a atuação das forças de segurança, afirmando que estes agiram “com rapidez e bravura” e confirmando que o evento será remarcado nos próximos 30 dias.

Este atentado ocorre num momento particularmente sensível da agenda política norte-americana. Trump, que historicamente boicota este jantar devido à sua relação conflituosa com a imprensa, marcava o seu regresso ao evento quando foi surpreendido pela violência. As imagens de pânico e a fragilidade da segurança num evento de alto perfil podem, paradoxalmente, vir a beneficiar a imagem de força do presidente.

Especialistas consideram que a resposta rápida e eficaz dos serviços de segurança permite a Trump adotar o discurso de “líder firme” num momento de crise, algo que historicamente tende a unir o eleitorado em torno do chefe de Estado em época pré-eleitoral.

Além do impacto na popularidade, o incidente lança uma sombra sobre a estabilidade interna dos EUA quando a administração Trump enfrenta desafios geopolíticos complexos. O tiroteio em Washington ocorreu poucas horas depois de ter sido noticiado o cancelamento de um encontro previsto entre representantes norte-americanos e iranianos em Islamabad, no Paquistão, agravando as tensões no Médio Oriente. Com as eleições legislativas a aproximarem-se, esta escalada de violência interna, aliada à pressão externa sobre conflitos não resolvidos, promete endurecer o discurso de segurança de Trump e polarizar ainda mais o debate político nos EUA, onde a questão do controlo de armas e da estabilidade institucional voltará a estar no centro das atenções.

J.R. / LusoNotícias

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