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Bad Bunny no Super Bowl: um latino ao intervalo depois de vencer um Grammy

Bad Bunny voltou a escrever o seu nome nos livros de história da música. Dias depois de vencer o Grammy para Álbum do Ano com DeBÍ TiRAR MáS FOToS – tornando-se o primeiro disco totalmente em espanhol a conquistar o principal prémio da indústria musical norte-americana –, o porto-riquenho protagonizou um momento inesquecível no Apple Music Super Bowl LX Halftime Show, o maior palco de entretenimento do mundo.

O artista é o primeiro homem latino a encabeçar o espetáculo de intervalo do evento desportivo mais assistido do planeta, e o primeiro músico de sempre a vencer o Grammy de Álbum do Ano e a atuar no Super Bowl na mesma semana. Um feito que ultrapassa o êxito pessoal para se afirmar como um marco cultural decisivo para a comunidade latina e para a indústria musical global.

A atuação, com 13 minutos de duração, foi concebida como uma viagem cinematográfica. Começou com uma introdução em espanhol, filmada em campos de cana-de-açúcar, numa homenagem à paisagem rural de Porto Rico. O cenário transportou depois o público para o relvado do estádio, transformado num ambiente imersivo que celebrou o trabalho, a herança cultural e as gerações latinas que abriram caminho.

Bad Bunny entrou em campo com uma bola de futebol americano na mão, ao som de “Titi Me Preguntó”. À sua volta, pequenos negócios e ofícios tradicionais ganhavam vida: um salão de unhas, uma taqueria, uma barbearia, um vendedor de piraguas inspirado na Velha San Juan, e até sessões de treino dos pugilistas Xander Zayas e Emiliano Vargas. O cenário recriava o quotidiano latino com uma autenticidade raramente vista num palco desta dimensão.

A narrativa conduziu o artista até La Casita, um elemento já icónico dos seus concertos ao vivo, inspirado nas casas típicas porto-riquenhas e na tradição das festas de marquesina. Pela primeira vez, este espaço íntimo e comunitário foi apresentado no Super Bowl, transformando-se num ponto de encontro cultural por onde passaram convidados como Cardi B, Karol G, Pedro Pascal, Jéssica Alba e Young Miko.

A atuação seguiu para uma oficina automóvel, onde Bad Bunny atuou em cima de uma pick-up, acompanhado por uma pequena orquestra dirigida por Giancarlo Guerrero. O momento serviu de transição para o palco principal, onde o espetáculo atingiu o clímax emocional com a entrada da salsa. Los Sobrinos atuaram ao vivo ao lado de Lady Gaga em “Die With A Smile”, com um arranjo especial, antes de Bad Bunny regressar para interpretar “Baile Inolvidable”.

O ponto alto chegou com um casamento real em pleno espetáculo. Um casal que tinha convidado Bad Bunny para a sua cerimónia foi surpreendido ao ver-se integrado na atuação, casando-se ao vivo, com o artista como testemunha e signatário da certidão. O momento transformou o intervalo do Super Bowl numa celebração autêntica e emotiva, em tempo real.

De regresso ao relvado, a energia multiplicou-se com “NUEVAYoL”, numa celebração à escala máxima que contou com a participação especial de Toñita. Numa pausa breve mas profundamente comovente, Bad Bunny afastou-se para reconhecer um jovem fã que assistia ao espetáculo com os pais – uma criança que dias antes o vira vencer o Grammy. O gesto tornou-se um poderoso lembrete de possibilidade, ecoando como mensagem para todos os jovens que, com crença e perseverança, também podem sonhar chegar onde ele chegou.

Seguiu-se a entrada de Ricky Martin, que interpretou “LO QUE LE PASÓ A HAWAii” sentado sobre uma réplica da capa do álbum DeBÍ TiRAR MáS FOToS, uma imagem profundamente familiar nas comunidades latinas, símbolo de presença, memória e ligação. A atuação mudou de tom com “El Apagón”, durante a qual Bad Bunny atravessou o campo segurando a bandeira de Porto Rico. Subiu depois a uma estrutura de linhas elétricas, de onde fez a transição para “CAFÉ CON RON”, descendo novamente para o relvado acompanhado por Los Pleneros de la Cresta, que trouxeram o ritmo tradicional e uma libertação coletiva ao ato final.

Nos momentos derradeiros, a bola de futebol americano regressou às mãos do artista ao som de “DtMF”. Bad Bunny marcou o touchdown e ergueu uma bola com a mensagem “TOGETHER, WE ARE AMERICA”, diante de um painel onde se lia “THE ONLY THING MORE POWERFUL THAN HATE IS LOVE”. Todo o elenco abandonou o campo em conjunto, cantando, enquanto os bailarinos seguravam bandeiras representativas das Américas, encerrando a viagem de forma circular.

Produzido executivamente pela Roc Nation e concretizado por Bad Bunny e pela Rimas Entertainment, o espetáculo foi desenvolvido em estreita colaboração com a diretora artística Leticia León e as coreógrafas Charm La Donna e Karina Ortiz. Ao transformar o intervalo do Super Bowl numa narrativa viva e em constante evolução, a atuação ofereceu uma celebração rara de comunidade, cultura e experiência partilhada à escala global.

O agora vencedor de seis Grammys prepara-se para regressar à digressão mundial DeBÍ TiRAR MáS FOToS World Tour, completamente esgotada, com início em três concertos consecutivos em Buenos Aires, seguindo para o Brasil, Austrália e Japão. A cada palco que pisa e a cada marco que alcança, Bad Bunny continua a consolidar o seu legado como uma das forças culturais mais marcantes da sua geração.

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