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Suárez dá mais três pontos ao Sporting com golos decisivos em Arouca

Sob um frio cortante e chuva persistente em Arouca, onde se chegou a temer que não pudesse haver jogo por causa da neve que ali poderia cair devido à depressão Ingrid, o Sporting arrancou uma vitória preciosa por 2-1 alcançada nos descontos, num teste de carácter que definiu, para os leões, a 19.ª jornada da Liga. A equipa de Rui Borges, com o regresso de Hjulmand e a opção por Luís Guilherme no ataque, controlou a posse de bola, mas viu-se confrontada com a tenacidade de uma equipa da casa que nunca se rendeu.

O primeiro ato deste jogo pertenceu ao inevitável Luis Suárez. Aos 35 minutos, o colombiano recebeu a bola já dentro da área do Arouca após uma jogada por Maxi Araújo e, depois de puxar para dentro, rematou para a baliza de Arruabarrena e inaugurou o marcador. Porém, a resposta do Arouca após o intervalo foi imediata, com Iván Barbero a empatar aos 48 minutos, transformando o jogo numa batalha de nervos onde os dois guarda-redes ainda se revelaram decisivos para impedir novos golos. Primeiro foi Rui Silva a assinar uma enorme defesa que evitou a reviravolta, e já perto do final seria Arruabarrena, também ele, a fazer uma defesa tão importante quanto um golo na baliza contrária.

Perante o bloqueio da partida e o empate no marcador, as substituições de Rui Borges revelaram-se cruciais. O regresso de Pedro Gonçalves ao jogo aos 67 minutos injetou nova criatividade, e a insistência leonina junto da baliza do Arouca valeu ouro no último suspiro: no sexto e último minuto de compensação dado pelo árbitro, Luis Suárez surgiu com um cabeceamento magistral na resposta a um cruzamento de Geny Catamo, desbloqueando o jogo e desencadeando uma confusão generalizada que levou à expulsão de jogadores de ambos os lados. Matheus Reis, entre os leões, ele que já tinha sido substituído mas que se manteve no banco de suplentes, foi um dos expulsos e não deixou de dar conta dos seus protestos.

Certo é que o golo de Luis Suárez, o seu segundo neste jogo, mais do que um triunfo e três pontos para a sua equipa, projetou o avançado colombiano para a frente da corrida à Bota de Ouro, igualando Pavlidis no topo da tabela de marcadores com 17 golos. Numa noite onde a técnica por vezes cedeu à luta, foi a garra e o faro de golo do atacante colombiano que mantiveram o Sporting na perseguição ao líder, provando que os títulos se conquistam também em noites gélidas e sofridas como esta, mesmo que para tal seja preciso recorrer à estrelinha de campeão que também conta no final de qualquer competição.

texto: José Andrade

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