Na noite de quinta-feira, 29 de janeiro de 2026, o Estádio do Dragão assistiu a mais um capítulo vitorioso da história europeia do FC Porto. Perante um Rangers já eliminado e com o objetivo claro de garantir um lugar direto nos oitavos de final da Liga Europa, os portistas começaram o jogo a dormir – e pagaram caro. Aos 6 minutos, o extremo francês Djeidi Gassama cabeceou para as redes após um cruzamento pela direita, aproveitando uma saída hesitante de Diogo Costa e silenciando as bancadas azuis e brancas.
A resposta, porém, foi tão rápida quanto assertiva. Aos 27 minutos, o jovem médio Rodrigo Mora, de 18 anos, equilibrou o marcador com um remate ágil de curta distância após uma jogada combinada na área. O empate deu asas aos dragões, que em apenas 14 minutos desmantelaram por completo a defesa escocesa.
Aos 36, um erro grotesco entre o capitão James Tavernier e o guardião Jack Butland deixou Francisco Moura sozinho para empurrar a bola para a rede vazia, completando a reviravolta. Antes do intervalo, o central Emmanuel Fernández, num esforço desesperado para cortar um canto, cabeceou para a própria baliza, selando o 3-1 que acabaria por ser o resultado final.




A segunda parte acabou assim por ser de gestão tranquila, com o Porto a controlar o ritmo sem grandes sustos, garantindo assim o quinto lugar na fase de liga, com 17 pontos, e o apuramento direto para os oitavos de final, para gáudio dos seus adeptos que vêem o clube da Invicta viver uma das suas melhores épocas em termos de resultados desportivos dos últimos anos.
Passaram todos!
Numa semana do futebol europeu em que Sporting e Benfica já tinham feito a festa com os melhores resultados possíveis nesta jornada, com os leões a garantirem o apuramento direto para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões, após vitória esforçada em Bilbao, e o Benfica e vencer o Real Madrid numa noite época no Estádio da Luz, também o FC Porto bem como o Sporting de Braga garantiram a passagem à fase seguinte desta Liga Europa, terminando assim os clubes portugueses nas competições da UEFA a passarem todos adiante depois da respectivas fases de liga.
Com efeito, e tal como aconteceu com o FC Porto, também o Sporting de Braga teve a possibilidade de viver uma noite europeia igualmente histórica, ao assegurar a sua presença nos oitavos-de-final da Liga Europa depois de terminar a fase de liga na sexta posição, com 17 pontos. Os bracarenses, orientados por Carlos Vicens (antigo assistente de Pep Guardiola no Manchester City), confirmaram assim a sua consistência na prova, garantindo a Portugal duas equipas entre os oito melhores desta segunda competição europeia de clubes.

O feito do Sporting de Braga ganha dimensão ainda mais relevante quando se observa o panorama nacional: com Águias e Leões já apurados para os oitavos de final da Liga dos Campeões, o que permitiu a Portugal colocar pela primeira vez quatro clubes na fase a eliminar das competições da UEFA numa mesma época.
Esta conquista coletiva tem implicações que transcendem o mero prestígio desportivo. Cada vitória e cada avanço nas competições europeias contribuem pontos valiosos para o ranking da UEFA, e Portugal encontra-se agora numa posição privilegiada. O país subiu ao sexto lugar do ranking de coeficientes a cinco anos, o que, se mantido até ao final da época, permitirá que a nação volte a ter três representantes diretos na Liga dos Campeões a partir de 2027/2028. O sucesso estrondoso do futebol português na temporada 2025/2026 – com todos os seus representantes ainda vivos na Europa – não é apenas um motivo de orgulho; é um trampolim estratégico que pode redefinir o futuro do futebol nacional no panorama continental.
Jorge Reis









