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FC Porto arranca empate sobre um Viktoria Plzen invicto em casa

No gélido coração da Chéquia, o Stadion Mesta Plzne foi palco, esta quinta-feira, de um duelo de contrastes que terminou em equilíbrio de ferro. O FC Porto, forçado a remar contra a maré durante quase toda a partida, mesmo jogado em superioridade numérica na segunda metade da partida, viu-se obrigado a um esforço monumental para arrancar um empate a um golo (1-1) ao resistente Viktoria Plzen, num encontro da fase de liga da Liga Europa que deixou os portistas com o sabor amargo de uma oportunidade de ouro desperdiçada.

A noite começou da pior forma para a equipa de Francesco Farioli. Aos seis minutos, uma combinação rápida pela direita checa expôs a defesa portista e Lukáš Červ, com um remate cruzado e certeiro, fez vibrar os cerca de 11 mil adeptos que enchiam as bancadas do clube checo. O golo inicial acordou o gigante adormecido, levando o FC Porto a reagir, assumindo um domínio esmagador: 66,9% de posse de bola e 19 tentativas de remate (oito delas à baliza) contra apenas 10 dos checos. A superioridade portista revelou-se evidente, mas a concretização faltava, esbarrando na organização defensiva do Plzen e em algumas exibições individuais menos felizes.

O momento mais dramático — e que certamente ficará na memória do internacional espanhol Samu — ocorreu já no final da primeira parte. Aos 45+3 minutos, o árbitro Andris Treimanis assinalou uma penalidade a favor do Porto, após um desvio com a mão de Matej Vydra dentro da área. Chamado a rever o lance no VAR, o árbitro não só assinalou a grande penalidade como ainda mostrou o cartão vermelho direto a Vydra, deixando o Plzen a jogar apenas com 10 elementos dentro das quatro linhas. A responsabilidade da cobrança do castigo máximo coube a Samu que, tentando marcar a sua primeira grande penalidade pelos dragões, viu a bola sair pela linha de fundo junto ao poste direito da baliza à guarda de Florian Wiegele. A imagem do avançado, de cabeça baixa e depois em lágrimas no final do jogo, sintetizou a frustração de uma equipa que tudo fez para marcar, exceto concretizar no momento decisivo.

A segunda parte seguiu o mesmo guião: FC Porto a atacar, Viktoria Plzen a defender com unhas e dentes e a vantagem mínima dos checos a manter-se no marcador. Francesco Farioli rodou a equipa portista, chamando Deniz Gül para o jogo aos 71 minutos, numa substituição que se revelaria profética, mas foi preciso sofrer e acreditar até ao fim. Sobre o minuto 90′, quando tudo parecia perdido, foi precisamente o avançado turco, com um remate de primeira desferido já dentro da área do Plzen, a rasgar a defesa checa para o golo que permitiu o empate e assegurou o consequente ponto para os azuis e brancos, resgatando-os de uma derrota que teria sido profundamente injusta.

Passagem direta aos oitavos
ao alcance dos Dragões

Este empate entre o Plzen e o FC Porto deixa ambas as equipas em posição qualificável para os oitavos-de-final da Liga Europa, mas com margens de manobra distintas. Assim, enquanto o Porto mantém a nona posição da tabela classificativa, com 14 pontos, tem tudo em aberto para poder conseguir o apuramento direto sem passar pelo play-off, tendo para isso de vencer, na próxima semana, o Glasgow Rangers no Estádio do Dragão. No entanto, o ponto perdido em Plzen afasta os pupilos de Francesco Farioli ligeiramente da luta direta por um dos oito lugares que dão acesso automático à fase seguinte, atualmente ocupados por gigantes como Lyon e Aston Villa (ambos com 18 pontos).

Já para o Viktoria Plzen, o ponto conquistado frente a um dos favoritos da prova como é o FC Porto revela-se de um valor incalculável. A equipa checa, ainda invicta na competição (com dois triunfos e cinco empates), solidifica a sua presença na zona de qualificação (17º lugar, com 11 pontos), provando uma vez mais que o seu estádio é uma fortaleza onde qualquer equipa sofre.

No final desta partida entre o Viktoria Plzen e o FC Porto, sob o olhar emocionado de Samu, a formação portista deixou a Chéquia com um ponto arduamente recuperado nos descontos, mas com a sensação clara de que deixou escapar dois outros. Numa prova onde os detalhes decidem tudo, a crueza de uma falha e a frieza nos últimos metros podem, no fim da longa jornada, fazer toda a diferença.

texto: J.R. / LusoNotícias
fotos: ©X (Twitter)

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