Com o Estádio de Alvalade como palco, no último domingo de 2025, o Sporting recebeu e goleou o Rio Ave num jogo em que começou por comandar, chegou a oprimir a turma adversária mantendo-a no seu meio-campo defensivo e, finalmente, despedaçou o conjunto vila-condense com uma goleada que justificou pela máquina bem oleada que exibiu neste jogo da 16ª jornada do campeonato da I Liga. Frente a um Rio Ave que chegou com planos de resistência, os “leões” ofereceram mais uma lição de futebol dominador, selando uma goleada por 4-0 que teve a marca indelével de Luis Suárez, o avançado colombiano que, com um hat-trick e uma assistência, foi simplesmente irresistível, personificando a superioridade abismal de uma equipa que não perdoa.
Desde o primeiro apito que o tom do jogo ficou bem evidente. Aliás, logo no segundo minuto da partida, Luis Suárez deixou logo um primeiro aviso, com um remate à meia-volta que levou a bola a passar bem perto do poste da baliza à guarda de Miszta. O Rio Ave, estruturado numa linha de cinco defesas e um único homem na frente (o israelita Zoabi), tentou conter a maré, e até teve momentos de contenção competente, com Andreas Ndoj a ser importante nos equilíbrios. Só que o Sporting não dava espaços para que o conjunto de Vila do Conde conseguisse sequer abeirar-se da baliza à guarda de Rui Silva pelo que o conjunto visitante vivia num constante estado de sítio.
Lances perigosos para a baliza da turma visitante, protagonizados por Maxi Araújo ou Ricardo Mangas, mantinham o guardião Miszta ativo, enquanto Suárez voltava a assustar aos 28 minutos com um cabeceamento forte que fez a bola passar bem junto à barra. A resistência do Rio Ave mantinha-se, mas tinha claramente oo seu tempo a chegar ao fim.
Eficácia colombiana
começou ao minuto 34′












Sem surpreender ninguém, o inevitável aconteceu aos 34 minutos, precisamente de uma jogada ensaiada. Maxi Araújo (que assumiu os cantos na ausência de Fresneda) cruzou a bola para a área do Rio Ave, João Simões penteou a bola para o segundo poste e Luis Suárez, inteligentemente posicionado, empurrou o esférico para o fundo das redes. O Sporting adiantava-se finalmente no marcador, dando evidência à sua hegemonia e garantindo o golpe que começou a desmontar a organização vila-condense.
Na esperança de reacender a chama, o técnico Sotiris Silaidopoulos apostou forte no intervalo. Saiu Jáo Tomé para a entrada de Vrosai, do mesmo modo que saiu o solitário Zoabi para permitir a entrada de cena da arma secreta: André Luiz. O extremo brasileiro, já assegurado como reforço do Benfica para o mercado de inverno, trouxe consigo a promessa de velocidade e perigo. E mostrou-se, de facto, rápido e esforçado, procurando explorar a profundidade. No entanto, a sua entrada, neste jogo como ponta-de-lança, sempre sem grande apoio dos seus companheiros que mantinham um esquema táctico de 5x4x1, apenas serviu para sublinhar a diferença de potencial entre um talento individual e uma máquina coletiva bem oleada. O Sporting tinha o jovem Quaresma para esse duelo de velocistas e, mais importante, tinha quase sempre superioridade numérica que acabava por anular o querer de André Luiz.











Aos 53 minutos, veio a demonstração máxima de classe. Numa jogada de contra-ataque fulminante, Suárez recebeu na esquerda e, com um passe magistral por cima da defesa, descobriu a corrida de Maxi Araújo. O uruguaio, com frieza exemplar, limpou o guarda-redes Miszta e fez o 2-0. Foi o passe de misericórdia. De seguida, o colombiano entrou em modo de finalização implacável. Aos 60 minutos, cabeceou sem oposição num canto batido por Trincão, e, num ápice, aos 61, apareceu lá dentro para completar o hat-trick, aproveitando um ressalto após defesa de Miszta a Trincão. Dois golos em dois minutos que transformaram a vitória em goleada e permitiram o primeiro hat-trick de Suárez com a camisola do Sporting.
Classe leonina permitiu
trabalho fácil para Rui Borges









Com o jogo resolvido, Rui Borges geriu o elenco, rodando vários jogadores sem sobressaltos, enquanto o Rio Ave, resignado, via o seu destino selado. As estatísticas finais são o retrato fiel de uma autêntica vulgarização em Alvalade: o Sporting teve 59% de posse de bola, com 23 remates (12 à baliza) contra apenas 5 (nenhum à baliza) do Rio Ave, e forçou oito cantos contra um. Nem a entrada do promissor André Luiz conseguiu criar um único remate enquadrado à baliza de Rui Silva.
Em conclusão, o Sporting encerra 2025 com uma afirmação de força absoluta. Luis Suárez, com este triplete, não só equalizou Pavlidis no topo da lista de melhores marcadores da Liga, como provou ser o motor de uma equipa predadora que mantém a pressão sobre o FC Porto, tendo ficado ainda bem claro que o colombiano pode jogar lado a lado com o grego Ioannidis sem sem atrapalharem mutuamente mas antes conseguindo ser bons complementos mútuos.
O Rio Ave, por seu lado, levou para casa a dura lição de que, perante um leão com esta fome, nem mesmo os reforços de inverno dos rivais conseguem alterar um destino já escrito na relva de Alvalade.


















