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Sporting goleia em Guimarães e passa o Natal na vice-liderança da I Liga

O Estádio D. Afonso Henriques, com as suas bancadas preenchidas por 25.097 adeptos, respirava o clássico ar quente de uma noite de consoada antecipada. O cenário, porém, que se desenhou no relvado vimaranense nesta terça-feira foi tudo menos um presente para os donos da casa. Perante uma equipa de Sporting que exibiu um instinto predador implacável, o Vitória de Guimarães cedeu por 1-4, num jogo em que os erros individuais, nomeadamente dos guarda-redes, foram cruelmente punidos e determinaram o resultado final da partida.

O jogo começou com a intensidade esperada, com o Vitória, reforçado por quatro alterações de Luís Pinto, a tentar impor o ritmo frenético perante os seus adeptos nas bancadas. Contudo, o equilíbrio mostrou-se frágil. Aos 32 minutos, Francisco Trincão materializou a primeira lição de eficácia. Capitalizando um erro de Samu na saída de bola, o extremo português iniciou um contra-ataque devastador, culminando com um remate certeiro após um desvio no poste, inaugurando o marcador. Foi o prelúdio do que estava para vir.

Pouco antes do intervalo, o Sporting desenhou uma jogada de antologia: uma saída a jogar do fundo, um passe longo de Trincão a partir do flanco direito para o corredor esquerdo, para Ricardo Mangas, e este, com um cruzamento milimétrico, serviu o cabeceamento imponente de Fotis Ioannidis. Aos 42 minutos, a vantagem por dois golos para os leões refletiam soberbamente o domínio tático e a frieza dos campeões nacionais sobre o relvado vimaranense.

Vitória reentra no jogo,
mas por pouco tempo

A reação do Vitória após o intervalo foi imediata e beneficiou de um presente. Aos 50 minutos, Telmo Arcanjo, um dos lançados ao intervalo, tentou a sorte com um remate de fora da área. O guardião leonino Rui Silva, numa falha gritante, deixou a bola escapar-lhe por entre as luvas, concedendo o golo da esperança para a equipa da casa. O “Castelo” reacendeu-se e, durante uns minutos, os de Guimarães pareceram capazes de virar o jogo, pressionando com vigor.

A esperança, contudo, dissipou-se de forma ainda mais dura. Aos 63 minutos, num lance surreal, o próprio guarda-redes do Vitória, Juan Castillo, tornou-se no carrasco da sua equipa. Ao tentar interceptar um passe rasteiro de Luis Suárez, o colombiano desviou a bola involuntariamente com o braço para dentro da sua própria baliza. Foi um golpe no espírito da equipa da casa, de onde já não se recompôs.

Com o jogo controlado, o Sporting ainda acrescentou um quarto golo, aos 79 minutos, por Maxi Araújo, após nova defesa de Castillo a Suárez, dando contornos de goleada ao resultado. O epílogo amargo para os vimaranenses completou-se com a expulsão de Nélson Oliveira, já nos minutos finais.

Esta vitória robusta permite ao Sporting, agora com 38 pontos, manter-se firme no encalço do líder FC Porto, a quem segue a cinco pontos de distância. Para o Vitória, a queda no seu reduto deixa um sabor amargo e consolida uma posição de meio da tabela, longe das aspirações europeias. Na noite de Guimarães, a classe e o rigor de um candidato ao título sobrepuseram-se, de forma categórica, à inconsistência de um rival que tropeçou nos seus próprios erros.

texto: Jorge Reis
fotos: ©X (Twitter)

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