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FC Porto vence Estrela e Farioli escreve história de dragão ao peito

A chuva que caiu copiosa sobre o Estádio do Dragão esta segunda-feira não conseguiu apagar o brilho de mais uma noite de triunfo para o FC Porto. Num campo pesado e com gotas a dançarem sob os holofotes, os dragões venceram o Estrela da Amadora por 3-1, num resultado que, mais do que garantir os três pontos, consagrou Francesco Farioli no panteão dos treinadores portistas. Com esta vitória, o técnico italiano igualou um feito que só Mihaly Siska (1939/40), o guarda-redes húngaro que se naturalizou português e adoptou o nome de Miguel Siska, e ainda o técnico português Artur Jorge (1990/91) tinham alcançado: vencer 13 das 14 primeiras jornadas da Liga.

Na verdade, Farioli conseguiu até algo mais do que Miguel Siska e Artur Jorge, isto porque aqueles dois técnicos perderam um dos seus 14 jogos iniciais, tendo Farioli falhado uma vitória mas sem ser derrotado – consentiu o empate a zero no jogo disputado com o Benfica. Desta forma, Francesco Farioli assina para o FC Porto o melhor arranque de sempre do clube no primeiro escalão do campeonato do futebol português.

Apesar da vitória por 3-0, não se deverá pensar que o jogo foi um simples desfile dos pupilos de Farioli no relvado do Dragão perante o conjunto tricolor. Na verdade, o Estrela apresentou-se com a atitude corajosa de quem pouco ou nada tinha a perder neste jogo frente a um adversário de “outro campeonato” que não o seu e procurou jogar sempre de cabeça erguida.

O FC Porto dominou, sim, de forma quase unilateral, mas a finalização foi perdulária, o que levou ao adiar da festa por parte dos adeptos que ainda terão ficado apreensivos quando a turma da Reboleira fez um golo de belo efeito.

Samu abriu a contagem… e fechou-a com ajuda!

O primeiro golo, porém, foi mesmo do FC Porto, aos 17 minutos, conseguido na transformação de uma grande penalidade, convertida com frieza por Samu. Renan, o guarda-redes do Estrela, ainda se esticou na tentativa de travar a marcha da bola, mas esta, rematada com força e a meia altura, só parou no fundo das redes da baliza do turma tricolor. O intervalo chegou assim ao Dragão com o 1-0 a refletir um domínio portista ainda assim pouco conseguido em termos de produção de golos.

Vencer por 1-0 era de todo pouco para as pretensões do FC Porto e, pior do que isso, é que a segunda parte trouxe o susto para as hostes azuis e brancas.

Num raro momento de perigo, Abraham Marcus, aos 60 minutos, surgiu na área para, com um cabeceamento perfeito, na resposta a um cruzamento a partir da direita de Lopes Cabral, fazer um excelente golo na baliza de Diogo Costa, com este impotente para travar a trajectória da bola tal foi a qualidade da intervenção de Marcus.

O Estrela da Amadora reentrava no jogo, igualava o marcador e causava alguma intranquilidade entre os adeptos portista. Só que a resposta dragão foi imediata e determinante. Apenas três minutos depois, depois de um lance confuso dentro da área do Estrela da Amadora, Francisco Moura apareceu no sítio certo para, de cabeça, devolver a vantagem ao Porto (2-1).

O golpe de misericórdia chegou aos 73 minutos, novamente num golo estranho, em que Lopes Cabral acabou por empurrar a bola para dentro da sua baliza, com Samu a tentar dar um toque na bola que acabou por ser demasiado subtil, acabando a bola dentro da baliza de Renan ficando assim o resultado selado em 3-1. A convicção geral (e também a nossa) foi a de que terá sido o jogador do Estrela da Amadora a fazer um autogolo, mas a Liga acabaria por atribuir o terceiro golo do FC Porto a Samu Aghehowa, ele que, para a estatística, acabou assim por bisar neste jogo fechando o resultado em 3-1.

Quando o árbitro apitou para o fim, o triunfo, mais do que a conquista de simples três pontos, significava a manutenção por parte do FC Porto da liderança do campeonato da I Liga, com uma vantagem confortável de cinco pontos sobre o Sporting e oito sobre o Benfica. Francesco Farioli, com 40 pontos somados em 42 possíveis, continua assim a mostrar pragmatismo e eficácia, deixando a sua marca na história do FC Porto, cuja equipa, implacável, ruma ao Natal na sólida e merecida liderança isolada do campeonato.

texto: Jorge Reis
fotos: João Mota

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