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FC Porto vence mas não convence frente ao Estoril em noite de sustos no Dragão

Num Estádio do Dragão com a nova iluminação a brilhar sobre o relvado, o FC Porto recebeu e venceu o Estoril Praia por 1-0 no final da noite deste domingo, em jogo da 12.ª jornada da I Liga portuguesa. A vitória portista, garantida por um golo solitário de William Gomes ainda nos instantes iniciais, devolve a equipa de Francesco Farioli à liderança isolada do campeonato. Contudo, o triunfo foi magro, tangencial, e deixou a nu um dragão a operar em serviços mínimos, que sofreu para conter a ousadia de uma equipa visitante que poderia ter saído do estádio da Invicta com um resultado substancialmente diferente e menos favorável aos pupilos de Farioli.

A noite no Dragão foi também marcada por um momento de tensão extra-campo. Os Super Dragões, claque do FC Porto, assinalaram o seu 39.º aniversário e, exactamente ao minuto 39′, lançaram uma nuvem de fumo sobre o relvado. Depois, num gesto de apoio ao seu líder, Fernando Madureira – atualmente detido –, foram vistas faixas com os dizeres “Liberdade ao Macaco”, uma referência à alcunha pelo qual é conhecido. No entanto, os cânticos de apoio a Madureira foram rapidamente “abafados” pela maioria dos restantes adeptos portistas, que preferiram concentrar-se no apoio incondicional à equipa em campo.

Erro do Estoril permite
golo solitário ao FC Porto

Sobre o jogo, logo aos oito minutos um erro grosseiro na construção estorilista deu o mote para o único golo da partida. Holsgrove, médio do Estoril, tentou um passe curto na defesa que foi interceptado com sagacidade pelo jovem William Gomes. O extremo de 19 anos, aproveitando a sua velocidade, acelerou em direção à área e finalizou com um remate cruzado, sem hipóteses para o guarda-redes Joel Robles, conseguindo William Gomes o seu terceiro golo na Liga, ele que já não marcava desde o início de outubro.

A equipa de Ian Cathro não acusou o golo sofrido e quis responder a preceito. Encheu-se de coragem e assumiu o controlo do jogo durante largos períodos da primeira parte. Através de um futebol direto e da qualidade técnica de jogadores como Guitane, que com os seus dribles complicou a vida à defesa portista, os “canarinhos” criaram várias oportunidades de golo para Begraoui, Ricard Sánchez e João Carvalho.

Os remates dos homens do Estoril saíram, porém, propícios para boas defesas de Diogo Costa ou “a tirar tinta aos ferros” da baliza azul e branca, mas sempre sem serem feitos de forma enquadrada para o golo que os canudinhos tanto procuraram. Ainda assim, o intervalo chegou com o Estoril na mó de cima, e com um sentimento generalizado de que o empate seria, na verdade, o resultado mais justo para o que se viu em campo.

Estoril jogou de cabeça erguida
e mostrou qualidade para mais

Diferente de outros encontros polémicos recentes entre estas duas equipas – como o jogo de março de 2024, que gerou fortes críticas do FC Porto à arbitragem de António Nobre e que, posteriormente, viu o seu processo arquivado pelo Conselho de Disciplina  –, esta partida não foi marcada por grandes controvérsias com as decisões do árbitro.

O momento de maior sobressalto ocorreu já nos descontos, quando o defesa Ferro, ex-Benfica, encheu o pé e viu um desvio da sua bomba quase trair Diogo Costa, num lance que poderia ter ditado o empate. Foi o susto final num jogo que, no entender de Francesco Farioli, “não foi fácil, mas o resultado ajuda a seguir em frente.”

No rescaldo, o FC Porto soma o seu 11.º triunfo no campeonato e assume a liderança isolada, com 34 pontos, três de vantagem sobre o Sporting e seis sobre o Benfica. A equipa segue agora para a receção ao Vitória de Guimarães, na quinta-feira, nos “quartos” da Taça da Liga, jogo que o FC Porto adiou e que irá agora efectuar para acertar calendário. Já o Estoril, por sua vez, mantém-se no 10.º posto, com 13 pontos, e prepara-se para receber o Moreirense no próximo domingo.

Para trás fica assim mais uma vitória do FC Porto, um jogo difícil, no Dragão, em que a equipa azul e branca saiu vitoriosa, frente a um Estoril Praia que, em muitos momentos, conquistou o aplauso pelo futebol praticado, e que até por isso merecia pelo menos a divisão de pontos no final dos 90 minutos regulamentares. Isso não aconteceu e os dragões mantém-se na liderança isolada do campeonato da I Liga.

texto: José Andrade
fotos: João Mota

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