Com um golo do miúdo Rodrigo Mora, a passe de Pepê, em cima do minuto 89′, quando o marcador assinalava um empate a um golo, o FC Porto venceu esta quinta-feira o Estrela Vermelha, em jogo da segunda jornada da fase de liga da Liga Europa, passando a somar nove triunfos em igual número de jogos da equipa portista orientada pelo técnico Francesco Farioli, sete dos quais para o campeonato da I Liga e dois para esta competição da UEFA.
Desta feita, num jogo em que o treinador dos dragões apostou num onze particularmente “reciclado”, deixando de fora muitos dos habituais titulares e apostando em jogadores menos utilizados, o FC Porto saltou para a frente do marcador logo aos oito minutos, num golo conseguido a partir da marca da grande penalidade por William Gomes.










Só que este mesmo FC Porto consentiu o empate para o conjunto sérvio ao minuto 33′, num remate de Kostov à entrada da área, mas voltou para a frente do marcador quando já muitos adeptos desesperavam pelo portista, num lance de transição em que Pepê surgiu destacado do lado direito e, já na grande área do Estrela Vermelha, ao invés de tentar marcar, entregou para o lado contrário onde apareceu Rodrigo Mora a ter apenas que encostar para o 2-1.
Num jogo em que o FC Porto entrou melhor no jogo, conseguiu um golo bem cedo e controulou grande parte da partida, foi possível encontrar do outro lado um adversário bem organizado, com avançados perigosos, que muitas vezes colocaram em sentido a defesa do FC Porto e o seu guarda-redes Diogo Costa. Aliás, por falar em guarda-redes, na baliza do conjunto sérvio estava um guarda-redes bem conhecido dos portugueses, o luso-brasileiro Matheus, antigo guardião do Sporting de Braga que defende actualmente as redes deste clube que disputa a Liga Europa e que, como em tantos outros jogos, arrancou no Estádio do Dragão uma boa exibição, dificultando e muito a concretização das pretensões dos homens do FC Porto.










Farioli fez oito alterações face
à equipa que alinhou em Arouca
Para além de Diogo Costa, Farioli formou uma equipa com oito alterações relativamente à formação apresentada no jogo da passada segunda-feira frente ao Aroca. Assim, o quarteto defensivo surgiu formado por Martim Fernandes, que não vai poder jogar no domingo frente ao Benfica, ao lado de Bednarek, Prpic e Zaidu. Depois, na linha média, Rodrigo Mora, Eustáquio e Pablo Rosario, aparecendo em funções mais ofensivas William Gomes e Alarcón com o turco Deniz Gül a ser o homem mais adiantado.
Ficavam assim banco nomes como os dos defesas Francisco Moura, Kiwior e Alberto Costa, mas também Gabriel Veiga, Borja Sainz, Froholdt, Alan Varela, Pepê ou Samu, entre outros. Alguns viriam a entrar no segundo tempo, mas outros, como Francisco Moura, Alan Varela ou Samu puderam descansar, poupando forças para o clássico do próximo domingo frnete ao Benfica em jogo da oitava jornada do campeonato da I Liga.










E se muitos terão temido que a aposta numa equipa de segundas linhas iria permitir maiores liberdades ao Estrela Vermelha, pela menor capacidade do FC Porto, a verdade é que os dragões mostraram exactamente o contrário, mostrando a mesma garra e o mesmo empenho, começando bem cedo na frente do marcador quando, logo aos oito minutos, o turco Deniz Gül, foi travado dentro da área da turma sérvia pelo central nigeriano Tebo Uchenna, obrigado a agarrar o jogador do FC Porto quando este se preparava para ficar isolado em frente a Matheus.
O árbitro não hesitou, assinalou a grande penalidade óbvia, e na transformação da mesma, o brasileiro William Gomes não tremeu, batendo para o lado esquerdo do guardião do Estrela Vermelha quando este caía para o lado contrário.
Em desvantagem no marcador, o Estrela Vermelha teve grande dificuldade em equilibrar os acontecimentos dentro das quatro linhas do Estádio do Dragão, perante uma equipa portista muito bem organizada a defender e capaz de conseguir boas transições.










O FC Porto, será importante lembrar, chegou a este jogo com um único golo consentido na presente época, mais propriamente um autogolo marcado por Nehuén Perez na baliza de Diogo Costa no jogo frente ao Sporting, à quarta jornada, partida que ainda assim os dragões vencenram por 2-1. Só que o Estrela Vermelha conseguiu mesmo fazer o seu golo, tirando partido de um momento de menor concentração da defesa portista, quando Kostov aparfeceu com tempo e espaço para armar o remate de zona frontal à baliza dos dragões, ao minuto 33, na sequência de um lance de bola parada. Handel bateu o livre, Prpic amorteceu para a entrada da área e aí aparceu Kostov com um remate em força, a enviar a bola para o fundo das redes da baliza de Diogo Costa sem possibilidade de defesa para este.
Do banco veio a força e equilíbrio
com Mora a marcar o golo decisivo
Com as duas equipas empatadas, o equilíbrio passou a ser evidente, com as duas equipas encaixadas, e procurarem ambas os melhores lances para chegarem às balizas contrárias. Ainda assim, o maior domínio da partida era do FC Porto e a determinadas alturas Diogo Costa passou à condição de um mero espectador, sem grandes interferência na partida. Para o segundo tempo o técnico Farioli apostava em Alberto Costa e Froholdt, deixando no balneário Martim Fernandes e Bednarek, conferindo maior força e capacidade de movimentação à linha média da sua equipa, nomeadamente pela presença do dinamarquês.










Mais tarde, ao minuto 61′, entraram no jogo Pepê e Borja Sainz, para as saídas de Alarcón e William Gomes, e pouco depois, ao minuto 73′, era a vez de Deniz Gül dar o seu lugar a Gabri Veiga, passando a equipa azul e branca a assumir o jogo, isto apesar das dificuldades que continuava a ter em ultrapassar a linha defensiva mais compacta do Estrela Vermelha.
Acabou assim por ser preciso esperar até ao minuto 89′ para que Pepê recebesse uma bola em profundidade pelo lado direito, corresse até à entrada da área d equipa visitante e, já dentro da área, com Matheus pela frente, fez o passe para Rodrigo Mora que acompanhava o lance do corredor contrário. A bola foi endereçada para a chegada de Mora e este, sem qualquer oposição, só teve que encostar para o golo que colocou uma vez mais o FC Porto na frente do marcador, permitindo mais uma vitória dos dragões nesta edição da Liga Europa.
Vitória merecida para o FC Porto e um enorme aplauso para o técnico Francesco Farioli, ele que poderia ter sido criticado por não ter utilizado alguns dos seus elementos mais determinantes caso o resultado final tivesse sido negativo, mas que apostou na revolução e viu as suas ideias darem frutos, com uma equipa determinada em vencer a conquistar os três pontos perante os seus adeptos, a três dias de voltar a jogar no Estádio do Dragão no clássico frente ao Benfica.











Rodrigo Mora, que neste jogo foi titular, teve o prémio do golo que decidiu a partida, e toda a equipa portista garantiu um tónico moral particularmente importante em face do decisivo jogo que se aproxima para o campeonato da I Liga, no próximo domingo às 21h15, frnete ao eterno rival Benfica.









