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Benfica de Mourinho perde em Stamford Bridge com autogolo de Rios

Um único golo apontado pelo benfiquista Richard Rios, mas na própria baliza, aos 18 minutos, ditou aquela que foi a segunda derrota dos encarnados na presente fase de liga da Liga dos Campeões, desta feita em casa do Chelsea, equipa inglesa que conseguiu assim os primeiro pontos na prova milionária da UEFA. Depois da derrota frente ao Qarabag, que determinou a troca de treinadores no Benfica com a saída de Bruno Lage e a posterior entrada de José Mourinho, o Benfica deslocou-se a Londres com muita ambição na bagagem, confiante de que poderia trazer os três pontos do terreno do Chelsea, mas apesar de ter assinado uma boa prestação, tendo mesmo conseguido a melhor exibição desde que Mourinho passou a ledrar o comando técnico do futebol benfiquista, a equipa encarnada acabou por ser derrotada, prosseguindo nesta competição sem qualquer ponto depois de duas jornadas disputadas.

Para este jogo, Mourinho escalou uma equipa com Trubin como guarda-redes, a defesa formada por António Silva e Otamendi como centrais ladeados por Dahl e Deic, ainda com Enzo e Ríos na linha média, surgindo à sua frente Aursnes a fechar por dentro, com LuKebakio e Sudakov a procurarem dar largura ao ataque surgindo Pavlidis como o homem mais adiantado.

Já do lado do Chelsea, Maresca, o treinador dos “blues”, apostou no guarda-redes Roberto Sánchez, ainda em Gusto, Chalobah, Badiashile e Cucurella no quarteto defensivo, surgindo depois a dupla formada por Buonanotte e Caicedo no meio-campo, aparecendo na frente Pedro Neto, Enzo Fernández e Garnacho no apoio ao jovem Tyrique George, avançado de 19 anos que por vezes também alinha como extremo-esquerdo e que neste jogo aparecia como ponta-de-lança do Chelsea.

Duas notas a propósito deste jogo, a primeira das quais para o facto do Chelsea ter terminado a partida reduzido a 10 unidades, depois da expulsão de João Pedro, ele que entrou ao minuto 61′ e viu o segundo cartão amarelo aos 90’+06′, acabando ainda assim o Benfica por não ter tido tempo útil para aproveitar a vantagem numérica já que a partida terminaria pouco depois de João Pedro ter recolhido aos balneários. Já a segunda nota resulta da forma como os adeptos do Chelsea cantaram o nome de José Mourinho, mesmo num jogo em que ele se sentou no banco de suplentes da equipa adversária, o que deixa bem evidente o carinho e o respeito que o técnico português, o “Special One”, continua a ter em Stamford Bridge.

E se o desfecho do jogo foi conseguido com um único golo apontado por uma infelicidade de Rios, com um golo na própria baliza depois de um cruzamento de Buonanotte para Garnacho ao segundo poste, a verdade é que o equilíbrio foi, apesar disso, uma constante na partida, com o Benfica a conseguir construir diversas oportunidades para garantir, pelo menos, a conquista de um ponto de um possível empate que acabaria por não se verificar. Os mais de dois milhares de adeptos benfiquistas que se concentraram atrás de uma das balizas do recinto de Stamford Bridge apoiaram sempre a turma encarnada, que retribuiu esse apoio com uma boa exibição, tendo saído do recinto do Chelsea de cabeça erguida apesar do triunfo da equipa da casa.

Mas porque as vitórias morais não dão pontos, a verdade é que no final foi mesmo o Chelsea quem somou os três pontos na milionária Champions League e osmais de dois milhões de euros correspondentes à vitória, prosseguindo o Benfica nesta competição sem qualquer ponto depois de duas jornadas disputadas. Apesar disso, José Mourinho deu os parabéns aos seus jogadores pela exibição conseguida e ter-lhes-á dito no final da partida que têm todas as condições para fazer um bom resultado já no próximo jogo, no Estádio do Dragão, frente ao FC Porto, no domingo, em jogo da oitava jornada do campeonato da I Liga, justificando esta confiança ao dizer que “o Chelsea é mais forte do que o FC Porto!”

Certo é que o Benfica conseguiu construir alguns lances de perigo para as redes à guarda de Roberto Sanchéz, mas perdeu objectividade quando Lukebakio teve que sair, esgotado, para dar o seu lugar a Ivanovic. Pavlidis acabou por ser o elemento que mais trabalhou ao longo de todo o jogo. Ríos, o homem que fez o golo na própria baliza, teve também a melhor oportunidade para bater o guardião do Chelsea, mas acabou por não ter a sorte do seu lado. O internacional português Pedro Neto terá sido o melhor elemento na equipa do Chelsea, e tudo isto num jogo em que ficou do lado o Benfica a consolação de que foi esta, sem qualquer dúvida, a melhor exibição desde que José Mourinho assumiu o comando técnico dos encarnados.

texto: Jorge Reis
fotos: ©X (twitter)

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