Uma vitória tangencial no Estádio José Gomes, na Reboleira, por 1-0, fruto de uma grande penalidade convertida por Vangelis Pavlidis, permitiu ao Benfica entrar a vencer no presente campeonato da I Liga, um resultadoque esteve à beira de não acontecer face à resposta assertiva que o conjunto tricolor, a jogar no seu recinto, conseguiu dar, com oportunidades flagrantes de golo que terão deixado os benfiquistas bem preocupados.
Depois de ter adiado o jogo da primeira jornada frente ao Rio Ave, para uma melhor preparação da terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões frente aos franceses do Nice, o Benfica acabou por garantir o seu propósito neste jogo de entrada na competição caseira no terreno do Estrela. Apesar disso, numa altura em que os jogadores às ordens de Bruno Lage já estarão a pensar no embate da próxima quarta-feira com o Fenerbache, relativo ao playoff da ‘Champions’, e sendo certo que o Benfica conseguiu uma vitória arrancada a ferros perante um adversário tido como mais fraco, terá deixado alguma apreensão entre os adeptos encarnados, a quem a exibição e a vitória na Reboleira simplesmente não convenceu.







Para este primeiro jogo para o campeonato da I Liga, antecedido por um minuto de silêncio em homenagem a Fernando Cruz, antigo defesa esquerdo e campeão europeu pelo Benfica, e Joaquim Oliveira, fundador da Olivedesportos e da SportTV, ambos falecidos esta semana, Bruno Lage escalou uma equipa em tudo idêntica à que alinhou frente ao Nice, O onze titular surgiu assim com o guarda-redes Trubin, uma linha defensiva formada por Dedic, António Silva, Otamendi e Dahl, também Barrenechea e Richard Ríos no meio-campo ladeados por Aursnes e Schjelderup, sobrando para as acções ofensivas Ivanovic e Pavlidis.
Do lado do Estrela da Amadora, o técnico José Faria, que este ano está a formar um renovado grupo de trabalho tricolor com mais de uma dezena de reforços, fez alinhar o guarda-redes Renan Ribeiro, uma linha de três centrais formada por Chernev, Schappo e Luan Patrick, ainda João Gastão, Paulo Moreira, Abraham Marcus e Lopes Cabral no meio do terreno, aparecendo em terrenos mais adiantados Fábio Ronaldo, Jovane e Godoy.









E se é verdade que o Benfica procurou o golo, num jogo em que o avançado Ivanovic esteve desta feita muitos furos abaixo daquilo que já fez antes, nomeadamente perante o Nice, com Pavlidis a falhar oportunidades de golo flagrantes, também é certo que o Estrela da Amadora teve a oportunidade de marcar, com lances em que os avançados tricolores falharam golos à boca da baliza, com remates desferidos na pequena-área em frente a Trubin com a bola a sair por cima da trave.
O nó górdio em que o jogo se transformou acabou por ser desfeito quando, ao minuto 60′, Pavlidis transformou uma grande penalidade assinalada depois de uma carga de Chernev sobre Ivanovic, depois de um cruzamento de Dedic para a pequena-área da baliza do Estrela. O árbitro Hélder Carvalho, bem colocado, assinalou de imediato a carga do jogador tricolor sobre o avançado croata do Benfica, o VAR Luís Ferreira confirmou o castigo máximo e, chamado a bater o penálti, Pavlidis não perdoou, fazendo o golo que viria a ditar o resultado final da partida.






É certo que já depois da grande penalidade o Estrela voltou a ter oportunidades flagrantes para repor a igualdade, nomeadamente num remate de Kikas à beira do final da partida, mas também é certo que o Benfica perdeu a possibilidade de dilatar a vantagem ao minuto 81′, quando Renan Ribeiro respondeu com uma defesa enorme a um remate de Prestianni.
Bruno Lage ainda operou as alterações que começam a ser “costumeiras” neste Benfica 2025/2026, com as chamadas ao jogo de Prestianni para o lugar de Schjelderup ao minuto 70′, também de Florentino e Leandro Barreiro por troca com Barrenechea e Ivanovic aos 87′ minutos, e ainda Henrique Araújo e Tiago Gouveia, aos 90’+03′, para as saídas de Pavlidis e Richard Rios, numa altura em que decorriam os seis minutos de compensação dados pelo juiz da partida.




Do lado do Estrela da Amadora, José Faria, que neste jogo não esteve no banco, por se encontrar a cumprir castigo, pôde ver as evoluções em campo de Kikas, Ianis Stoica, João Resende, Jorge Meireles e Rodrigo Pinho, elementos que na segunda parte saltaram no banco para refrescar a formação tricolor.
Depois de uma vitória e a consequente conquista dos três pontos na I Liga conseguida em regime de serviços mínimos, o Benfica avança agora para o jogo da próxima quarta-feira a realizar na Turquia, frente ao Fenerbache de José Mourinho, pelo que precisa de mudar o “chip” para uma partida que terá que ser jogada em “modo Champions”.
Já o Estrela da Amadora, que na primeira jornada havia somado um empate no terreno do Estoril Praia, mostrou ter argumentos para conseguir este ano um percurso positivo na I Liga, teve elementos em evidência, como o lateral Lopes Cabral ou o central Schappo, e terá agora que focar atenções na próxima jornada, com a recepção ao Alverca, uma vez mais no Estádio José Gomes, na Reboleira.


















