EA 1-1 Belenenses 2203

Belenenses vence Troféu José Gomes na apresentação do Estrela da Amadora

A quinta edição do Troféu José Gomes, organizado uma vez mais pelo Estrela da Amadora, no relvado da Reboleira, a casa que os tricolores conseguiram recuperar para o clube depois de graves problemas financeiros que o clube da Amadora atravessou e que quase levou à sua extinção, foi palco para a apresentação do plantel do clube tricolor, num jogo realizado frente ao Belenenses, outrora rival do Estrela em tantos embates da I Liga e que hoje, a militar na Liga 3, tenta reerguer-se, num caminho que, sendo árduo, esperam os do Restelo que lhes permita um regresso consolidado ao convívio com os “grandes” do futebol português, algo que o Estrela da Amadora já conseguiu depois de ter andado também pelos escalões inferiores.

Depois de terem sido apresentados pelo Estrela da Amadora 34 atletas, alguns dos quais da equipa Sub-23 que poderão vir a ser “repescados” pelo técnico José Faria para o seu grupo de trabalho principal, e após ter sido respeitado um minuto de silêncio pelos cerca de 4.000 adeptos que encheram as bancadas do Estádio José Gomes, em homenagem aos malogrados Diogo Jota e André Silva, jogadores falecidos no passado dia 3 de Julho em Espanha num acidente de viação, Estrela e Belenenses puderam então discutir a conquista do Troféu José Gomes.

O jogo entre os dois conjuntos acabou por ser marcado mais pelo empenho dos protagonistas em busca do melhor resultado do que propriamente pela qualidade do futebol praticado, afinal uma realidade própria dos jogos de pré-temporada quando as equipas procuram ainda os melhores acertos e os sistemas que irão ser utilizados ao longo da época.

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Estrela da Amadora
defende com linha de cinco

No onze inicial, o Estrela da Amadora colocou sobre o relvado do recinto da Reboleira uma equipa com uma linha de cinco elementos na defesa, com os laterais a procurarem subir nos respectivos corredores nas ações ofensivas. Com Renan na baliza, Sidney e Montóia nas alas, e três centrais – Atanas, Shappo e Luan, o Estrela entrou em campo também com Robinho e Amine no miolo do terreno, jogando na frente Marcus e Jovane Cabral no apoio ao ponta-de-lança Godoy.

Já o Belenenses entrou em campo com Guilherme Oliveira na baliza, acompanhado de João Machado, César Soares, Nuno Tomás e Evandro, também Diogo Paulo, Tiago Morgado e Afonso Afonso, jogando na frente David Rebelo e João Pares a procurarem servir a velocidade de Midana Sambú. A partir dos bancos de suplentes, José Faria, o treinador dos tricolores, e João Nuno, responsável técnico dos azuis do Restelo, rodaram as muitas opções disponíveis ao longo do segundo tempo, perdendo o jogo em qualidade mas mantendo os dois conjuntos a frescura física, mesmo sem que isso tenha contribuído para dar mais emoção ao jogo.

O Troféu José Gomes acabou assim por ser ganho pela formação visitante, que foi mais eficaz no desempate realizado nos penáltis (7-8), depois do jogo ter terminado com um empate a um golo após os 90 minutos regulamentares. O Estrela da Amadora esteve melhor no primeiro tempo, mas acabou por consentir um golo do Belenenses que surgiu claramente em contrapé, ao minuto 19′, apontado por Diogo Paulo na sequência de um pontapé de canto a partir do lado esquerdo do ataque.

A equipa da casa tentou equilibrar o jogo e repor a igualdade, mas só no segundo tempo, ao minuto 69′, já depois de várias alterações nas duas equipas, o golo voltou a aparecer no relvado da Reboleira, apontado para o Estrela pelo central Semeu, num toque pleno de oportunidade dentro da pequena-área dos azuis da Cruz-de-Cristo que repôs a igualdade.

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Falhanço de Hamed Dramé
dá o troféu ao Belenenses

Até ao final dos 90 minutos, tanto o Estrela da Amadora quanto o Belenenses foram incapazes de chamar a si a diferença em termos de qualidade e do futebol e resultado, pelo que o árbitro Luís Filipe acabou por assinalar o final do tempo regulamentar com um empate a um golo, levando a discussão desta quinta edição do Troféu José Gomes para os pontapés a partir da marca da grande penalidade. Sete penáltis marcados por cada uma das equipas e ninguém falhou, e só no oitavo pontapé de penálti, já depois do Belenenses ter faurado o seu golo, o central Hamed Dramé, de 24 anos, jogador que chega este ano ao Estrela da Amadora para se juntar ao clube onde alinha o seu irmão Issar Dramé, de 26 anos, também ele central, acabou por falhar o seu pontapé a partir da marca dos 11 metros.

Procurando tirar a bola do alcance do guarda-redes do Belenenses, Hamed Dramé inclinou o corpo em demasia para trás e, naturalmente, a bola tomou altura e saiu muito por cima da trave, falhando a baliza e oferecendo a conquista do Troféu José Gomes à turma do Belenenses, equipa que esta época vai militar na Liga 3, tendo que defrontar o Mafra no arranque do campeonato. Já do lado do Estrela da Amadora, na primeira jornada da I Liga, o embate inaugural do campeonato para os tricolores acontecerá frente ao Estoril Praia, na segunda-feira, 11 de Agosto.

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texto: Jorge Reis
fotos: Diogo Faria Reis

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