No terceiro jogo referente à fase de grupos da Liga das Nações, Portugal somou a terceira vitória, desta feita na Polónia, com um triunfo por 3-1, num jogo em que a Turma das Quinas se exibiu a um nível superlativo e em que só ficaram a faltar mais golos que Portugal construiu e não concretizou. Antes do arranque da partida a Polónia prestou homenagem a dois dos seus melhores jogadores, nomeadamente Krychowiak e o guarda-redes Szczensy, que receberam camisolas a assinalar, respectivamente, as 100 e as 84 internacionalizações. Depois avançou-se para o jogo e no futebol jogado Portugal foi claro merecedor do triunfo final.
Com Rafael Leão a surgir como o melhor elemento em campo, Ronaldo sempre influente e marcador de mais um golo, Pedro Neto a jogar em velocidade procurando causar desequilíbrios pelo lado direito, Bernardo Silva e Bruno Fernandes a controlarem a linha média, Nuno Mendes, Rúben Dias e Diogo Dalot em evidência nas acções defensivas, e tudo isto numa equipa em que também Diogo Costa, Rúben Neves e o estreante Ricardo Gouveia, central do Chelsea, a cumprirem o que lhes foi pedido, Portugal teve mais posse de bola, jogou sempre com mais ideias e criou lances mais vistosos e de qualidade inegável.




É claro que raramente há bela sem senão e num jogo em que Portugal fez uma das melhores exibições desde a sua presença no Europeu da UEFA na Alemanha, no início do verão do corrente ano, ficaram a faltar mais golos, que Portugal construiu e justificou, e acabou a Polónia por conseguir marcar o seu golo, quando a Turma das Quinas vencia por 2-0, o que permitiu o regresso da formação polaca ao jogo na fase final da partida. Num jogo em que o selecionador Roberto Martinez utilizou também Diogo Jota, Trincão, Nélson Semedo, Otávio e Samú Costa, este último a estrear-se pela Seleção de Portugal, a vitória lusa não merece contestação mas Portugal não conseguiu, apesar de tudo, fazer coincidir o resultado final com a qualidade do futebol que praticou.
Frente a uma Polónia que até entrou bem no jogo, a dominar a e jogar à beira da baliza de Diogo Costa nos primeiros cinco minutos do jogo, Portugal acabou naturalmente por recuperar a posse de bola passando então a dominar, conseguindo construir em largura, com Rafael Leão e Dalot nos corredores laterais, altura em que Portugal fica a defender com três centrais atacando com uma linha particularmente larga na frente obrigando a Polónia a defender com uma linha de cinco defesas, incapaz de servir Lewandowski com eficácia, ele que acabou por passar ao lado do jogo. Aliás, para se ter uma ideia de como jogou a Polónia bastará dizer que o guarda-redes Skorupski, titular nas redes da formação italiana do Bologna, foi claramente o melhor elemento da equipa polaca, com um punhado de defesas de elevada qualidade que impediram um resultado mais volumoso para Portugal.




Cristiano Ronaldo faturou o golo 906º
Portugal inaugurou o marcador ao minuto 26′, com um golo de Bernardo Silva que, depois de uma assistência de Bruno Fernandes dentro da área de cabeça, apareceu a rematar em força para o lado esquerdo da baliza polaca quando Skorupski estava a preencher o lado contrário e nada pôde fazer para impedir o primeiro golo de Portugal. Pouco depois, ao minuto 37′, Rafael Leão apostou tudo num lance individual, cavalgou com a bola a partir da linha de meio-campo e, á entrada da área, depois de ultrapassar a linha de médios da Polónia, rematou com enorme potência levando a bola a beijar a base do poste esquerdo da baliza à guarda de Skorupski, ressaltando para a frente onde apareceu Cristiano Ronaldo que só teve que encostar para o segundo golo de Portugal. Portugal vencia por 2-0, justificava plenamente a vantagem, e permitia que o capitão da nossa Seleção faturasse o seu golo 906 da carreira.
Com Portugal a ganhar, Robert Martinez tirou do jogo Cristiano Ronaldo, que antes já tinha sido “brindado” com mais uma invasão de campo de um adepto vestido com uma camisola da Seleção de Portugal com o número 7 e o nome de Ronaldo, mas também Rafael Leão, para o LusoNotícias o melhor elemento em campo neste jogo, duas alterações que certamente tiveram como objectivo poupar ambos os jogadores para o embate com a Escócia na próxima terça-feira.


Em jeito de resposta, o selecionador polaco, Michal Probierz não esperou muito para também ele operar algumas mudanças no seu conjunto. Chamou assim ao jogo Urbanski e este viria a ser particularmente influente no jogo da Polónia na forma como, com apenas um minuto em jogo, combinou com Zielenski num lance em que este conseguiu mesmo bater Diogo Costa quando estavam jogados 78 minutos nesta partida no Estádio Nacional de Varsóvia.
Portugal não se deixou afetar pelo golo polaco, manteve o jogo de sentido único para a baliza da formação polaca e conseguiu reagir segurando o ímpeto da Polónia em “regressar” ao jogo. De tal forma assim foi que ao minuto 88′ o ataque de Portugal forçou mesmo o erro da defesa polaca, acabando Bednarek por fazer o auto-golo num lance em que Nuno Mendes cruzou para a entrada de Diogo Jota que tinha tudo para marcar quando surgia nas costas de Bednarek.
O central da Polónia e jogador do Southampton, Jan Bednarek, procurou impedir a finalização de Diogo Jota que aparecia nas suas costas, conseguiu o seu propósito, mas acabou ele mesmo por trair o seu guarda-redes introduzindo a bola na sua baliza, fechando a contagem deste jogo que terminou com a vitória lusa por 1-3.




A Turma das Quinas acabou assim por somar mais três pontos nesta fase da Liga das Nações, podendo garantir o apuramento no próximo jogo, a realizar terça-feira na Escócia, isto desde que vença o conjunto escocês e a Polónia saia derrotada do embate com a Croácia no outro jogo deste grupo 1 da Liga das Nações. Para a história ficam ainda as primeiras internacionalizações de Ricardo Gouveia e Samú Costa, mas também a presença no banco de suplentes do guarda-redes do Farense, Ricardo Velho, que pela primeira vez pode integrar os trabalhos da Seleção de Portugal.









