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Sporting fecha época com Chaves de campeão

O Sporting venceu este sábado o Desportivo de Chaves, por 3-0, e concluiu assim a sua participação no campeonato da I Liga com mais um triunfo, o 17º em 17 jogos, concluindo assim com chave de ouro a época em que o clube de Alvalade garantiu o vigésimo título de Campeão Nacional. Gyokeres, com dois golos, e Paulinho com um, assinaram o resultado da partida realizada no Estádio de Alvalade que, curiosamente, colocou frente a frente o novo campeão e o último classificado da temporada 2023/2024.

À partida para este jogo que consagrava desde logo o vencedor da I Liga, a equipa do Sporting pôde entrar no relvado de Alvalade através de um “corredor de honra” para os novos campeões, feito pelos elementos do Desportivo de Chaves que assim homenagearam os pupilos de Rúben Amorim, com as bancadas do Estádio de Alvalade a vibrarem no ambiente de festa que tem marcado os dias do Sporting desde há duas semanas quando festejaram a conquista do título.

Iniciado o jogo, o Sporting, com a curiosidade dos jogadores leoninos estarem a equipar de branco, verde… e preto, estreando aquele que foi desde já anunciado como o novo equipamento para a próxima época – com o preto acrescentado ao verde e branco em homenagem a Francisco Stromp –, começou o jogo a carregar sobre a área dos flavienses. De tal forma assim foi que, logo ao quarto minuto, Gonçalo Inácio atirou a bola ao poste, com um cabeceamento que por pouco permitia a festa ainda mais forte em Alvalade. Curiosamente, porém, logo depois desse lance os jogadores do Sporting baixaram o nível de pressão sobre a bola e permitiram que o Desportivo de Chaves agarrasse no jogo e colocasse um maior pendor ofensivo sobre a baliza leonina.

À passagem do minuto 14’, procurando contrariar esta fase de controlo do jogo por parte dos flavienses, o sportinguista Trincão tentou entrar na área do Desportivo de Chaves e, na discussão com Vasco Fernandes, o jogador do Sporting caiu na grande área e o árbitro Manuel Oliveira apontou para a marca da grande penalidade. Porém, chamado pelo VAR, Rui Costa, o árbitro foi ao monitor rever o lance e reverteu a decisão, mantendo-se assim o ‘nulo’ no marcador.

Esta situação, contudo, permitiu que o Sporting acordasse e se instalasse finalmente junto à grande-área dos flavienses, acabando por viver nova situação de castigo máximo, ao minuto 21’, num lance em que Guima interceptou a bola com o braço. Desta vez o árbitro Manuel Oliveira começou por não marcar a grande penalidade, mas, perante nova chamada do VAR Rui Costa, reviu o lance e, usando o sistema de som, explicou agora aos adeptos nas bancadas que no momento do lance, Guima “não tinha o braço em posição natural”, apontando por isso para a marca de penálti.

O público, que já antes o tinha feito, voltou a pedir que fosse Neto a bater a grande penalidade, mas Gyokeres, que já agarrara a bola, encarregou-se de bater o penálti e fez o primeiro golo do jogo, com a bola a entrar junto à malha lateral direita da baliza de Gonçalo quando este já estava caído para o lado contrário.

O Sporting ficava em vantagem e conseguia reencontrar-se, assumindo finalmente o controlo do jogo com a colocação de toda a equipa verde e branca no meio-campo da turma visitante. As jogadas começaram a surgir de uma forma bem mais fluida para o conjunto sportinguista e as oportunidades também foram aparecendo, havendo até espaço para lances mais caricatos como aquele que se viveu ao minuto 34’ quando Pedro Gonçalves tentou cruzar com o pé esquerdo e tropeçou nele próprio, falhando a bola e oferecendo um pontapé de baliza para o Desportivo de Chaves. Pedro Gonçalves caiu no relvado, levantou-se a sorrir perante a falha que cometera e o jogo prosseguiu no mesmo ambiente de festa leonina.

Pouco depois, ao minuto 38’, depois de um lance de insistência a partir do lado direito por Francisco Trincão, que fez o que quis de Junior Pius, fez a bola passar por Pedro Gonçalves que, com um toque subtil deixou em Ricardo Esgaio para este fazer uma assistência magistral para Viktor Gyokeres que, de costas para a baliza, “inventou” um remate à meia-volta para um excelente golo para os leões.

O Sporting aumentava assim a sua vantagem num jogo que controlava de uma forma cada vez mais efectiva perante um Desportivo de Chaves que perdera já o gás que ainda procurou demonstrar nos primeiros dez minutos do jogo. E como não há uma sem duas nem duas sem três, os leões, através uma vez mais de Gyokeres, ao minuto 45’, já depois de terem sido anunciados mais quatro minutos de compensação no primeiro tempo, o avançado sueco recebe a bola em profundidade vinda do seu meio-campo e, em lance individual, conseguiu rematar para o golo. Só que desta vez o golo foi anulado uma vez mais pelo VAR, isto porque no início da jogada tinha havido uma falta cometida por Coates.

O resultado manteve-se em 2-0, o árbitro assinala então a falta, e nos instantes antes da falta ser batida pelo jogador do Desportivo de Chaves uma discussão de posição entre Hjulmand e Junior Pius, o jogador flaviense atinge o rosto do jogador do Sporting, Manuel Oliveira mostra de imediato o cartão vermelho direto ao homem do Desportivo de Chaves e um amarelo ao norueguês dos leões. Concretizado o pontapé livre, a turma flaviense não conseguiu nada, terminando pouco depois o primeiro tempo desta partida com o Sporting a vencer por 2-0 e com a turma visitante reduzida a 10 unidades.

Nota de destaque para este primeiro tempo para a actuação do árbitro que durante os 45 minutos não acertou uma das decisões mais determinantes. Marcou uma grande penalidade que não existiu e o VAR reverteu, não marcou depois nova grande penalidade que felizmente para ele o VAR corrigiu, voltou a falhar ao validar inicialmente um golo de Gyokeres, que seria o terceiro, e que o VAR invalidou ao assinalar uma falta evidente no início da jogada por Coates, que nem Manuel Oliveira nem o seu auxiliar Carlos Campos observaram, e para cúmulo de tudo isto, falhou de novo o árbitro da partida quando, antes mesmo do livre decorrente da falta de Coates ser batido, entendeu que Hjulmand foi agredido por Junior Pius dentro da área.

Aqui, porém, nem o árbitro Manuel Oliveira nem o VAR Rui Costa estiveram bem porque, a bem da verdade, o norueguês do Sporting fez claramente teatro, deixou-se cair, e levou o árbitro a deixar o Desportivo de Chaves a jogar com menos um elemento para o segundo tempo, uma situação que motivou o técnico Moreno, da turma flaviense, a protestar junto de Manuel Oliveira no momento em que as equipas recolhiam aos balneários para o intervalo.

No regresso das duas formações ao relvado para o segundo tempo, o Sporting passou a jogar com Paulinho no lugar de Hjulmand, ele que viu o cartão amarelo à beira do intervalo, isto enquanto que no Desportivo de Chaves eram operadas três alterações, com as entradas de João Correia, Sandro Cruz e Bruno Rodrigues, para os lugares de Leandro Sanca, Raphael Guzzo e Ygor Nogueira. Com isto a equipa visitante recuperou a concentração que já evidenciara no início do primeiro tempo ao mesmo tempo que o Sporting perdia alguma da organização colectiva no jogo.

Segundo tempo começa
com golo de… Paulinho

A verdade é que, tal como acontecera no primeiro tempo, acabou por ser quando o Desportivo de Chaves parecia estar a querer assumir algum controlo do jogo que o Sporting acordou, agora com o terceiro golo, num passe para Nuno Santos que, quase sobre a linha de fundo, conseguiu responder à solicitação com um cruzamento de primeira para o coração da grande-área onde apareceu Paulinho que, também de primeira, faz um golaço para o 3-0 quando estavam passados os primeiros 10 minutos do segundo tempo.

Ao minuto 57’, um momento intenso em Alvalade, com a despedida de Luís Neto, ele que deu o seu lugar a St. Juste e mereceu um enorme aplauso dos adeptos em Alvalade enquanto no relvado o camisola 13 leonino de 35 anos era cumprimentado por todos os seus companheiros mas também pelos jogadores do Desportivo de Chaves e até pelo árbitro nesta sua despedida do Sporting. Das bancadas vinha o som do seu nome gritado pelos adeptos, isto enquanto Neto agradecia e deixava as quatro linhas marcando a despedida do Sporting, isto quando se desconhece se o jogador irá continuar a carreira com as cores outro clube ou se irá pendurar as chuteiras.

À passagem do minuto 73’, Ricardo Esgaio e Morita saíram para as entradas de Marcus Edwards e Daniel Bragança, ficando agora o Sporting a jogar com Trincão em todo o corredor direito, isto naquele que foi o 17º jogo dos leões em Alvalade para o campeonato da I Liga e também a 17ª vitória do Sporting em casa. O ambiente era já de festa e a partir das bancadas começou a ser lançado algum fogo de artifício a permitir um efeito visual bem agradável. Por instantes o árbitro ainda teve que interromper o jogo, porque os artefactos pirotécnicos foram lançados sobre a baliza à guarda de Gonçalo Pinto, mas rapidamente o jogo prosseguiu sempre com o Sporting mais perto de aumentar a vantagem do que o Desportivo de Chaves de conseguir o seu tento de honra.

Gonçalo Pinto ainda efectuou uma grande defesa à passagem do minuto 77, no que seria um autogolo de Guima depois da bola lhe bater na cabeça e ressaltar para a baliza. Antes do final Diogo Pinto ainda deu o seu lugar a Francisco Silva, permitindo ao quarto guarda-redes do Sporting sagrar-se também ele campeão, enquanto na equipa do Desportivo de Chaves foi Steven Vitória chamado a jogo por troca com Vasco Fernandes, também este a fazer a sua despedida do conjunto flaviense.

Até ao final o jogo não teve muito mais história, o árbitro Manuel Oliveira deu mais dois minutos de compensação para o fecho de um jogo já completamente resolvido, até porque as expectativas dos adeptos apontavam já para a entrega do troféu de Campeão Nacional à turma do Sporting, havendo lugar então a uma festa que durou durante algumas horas com os adeptos a manterem-se nas bancadas do Estádio de Alvalade para festejarem os seus jogadores e todo o staff do futebol profissional leonino.

Ponto final no campeonato da I Liga da temporada de 2023/2024 com mais uma vitória do Sporting em Alvalade, completando o conjunto sportinguista 90 pontos na temporada do 20º título agora conquistado, na qual contaram por triunfos todos os jogos realizados em casa. Está de parabéns o Sporting Clube de Portugal.

texto: Jorge Reis
fotos: Diogo Faria Reis e Luís Moreira Duarte

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