A Seleção Portuguesa venceu a Dinamarca por 4-2, em Copenhaga, somando a terceira vitória em três jogos na fase de grupos da Liga das Nações. O resultado mantém Portugal na liderança isolada do grupo, com nove pontos, contra três de dinamarqueses, noruegueses e galeses, encontrando-se a Turma das Quinas na melhor situação garantir o apuramento para a fase seguinte. Portugal jogou bem, enfrentou um adversário difícil e venceu com clareza, mas o resultado acabou relegado para segundo plano, isto porque este foi o primeiro jogo da Seleção na era ‘pós-Ronaldo’.
Este jogo acabou assim por ficar marcado por algo maior do que a conquista dos três pontos para a Turma das Quinas. Naquele que foi o primeiro encontro da era pós-Ronaldo, depois deste ter abandonado os trabalhos da Seleção a partir de Malmö, onde a equipa estava concentrada, na sequência de um desentendimento com o selecionador Jorge Jesus, como o LusoNotícias deu conta oportunamente, a Nossa Seleção deu uma excelente resposta, conseguiu ignorar “o elefante na sala” que foi a ausência daquele que foi até aqui, e nas duas últimas décadas, o capitão da Seleção, e venceu o jogo de forma categórica frente a um adversário forte fisicamente e com elementos de grande qualidade individual.

Veia goleadora vinga
na Seleção de Jesus sem CR7
À partida para este jogo Cristiano Ronaldo deixou o estágio sem anunciar o fim da carreira internacional, mas a sua saída abriu claramente um novo capítulo para a Turma das Quinas. A camisola sete até aqui entregue a Ronaldo passou a ser envergada por Rafael Leão e o grupo de trabalho voltou a conseguir chegar aos golos, desta feita por João Cancelo, Gonçalo Ramos, Vitinha e João Félix, arrumando a questão com os dinamarqueses. Portugal adiantou-se aos 13 minutos, num lance trabalhado entre João Cancelo e Gonçalo Ramos, a Dinamarca empatou pouco depois, por intermédio de Damsgaard, mas a resposta portuguesa foi imediata: Bruno Fernandes assistiu Gonçalo Ramos e o avançado voltou a marcar, chegando o jogo ao intervalo com Portugal a vencer por 2-1.
Já na segunda parte, Højlund restabeleceu a igualdade e celebrou imitando o gesto característico de Ronaldo, numa pequena provocação do internacional dinamarquês para os portugueses.Ainda assim, Portugal não se deixou abalar, Vitinha fez o 3-2 aos 67 minutos, de cabeça, após cruzamento de Bruno Fernandes, e João Félix, entrado a partir do banco logo depois do minuto 80’, fechou o resultado aos 87. A equipa Portugal pôde assim mostrar organização e eficácia ofensiva, mesmo sem a sua maior referência das últimas duas décadas.

Este triunfo não responde a todas as perguntas que a saída de Ronaldo levanta e que continuam sem conhecerem resposta, nem resolve os problemas de um grupo que ainda vai enfrentar adversários mais exigentes. Todavia, para já, Jorge Jesus tem motivos para respirar de alívio: três jogos, três vitórias, e uma equipa que parece estar a encontrar o seu caminho sem depender de um só nome, e logo o nome mais sonante da Seleção Nacional dos últimos vinte anos. Quanto a todos os pormenores do jogo, a crónica completa do embate entre Portugal e Dinamarca e do que se passou em Copenhaga fica para mais tarde aqui no LusoNotícias.









