Lisboa vai ser, entre 21 e 24 de setembro, o centro das atenções para quem segue a área da energia. O Museu do Oriente recebe a primeira edição da International Conference on Hydrogen Horizons (ICH2), uma conferência dedicada ao papel do hidrogénio no futuro energético do país e da Europa. A ideia é juntar num mesmo espaço indústria, academia, centros de investigação, entidades públicas e decisores políticos para discutir os desafios e as oportunidades de toda a cadeia de valor do hidrogénio.
O tema ganha particular relevância num momento em que a União Europeia procura acelerar a descarbonização, reforçar a autonomia energética e encontrar soluções para setores que são difíceis de eletrificar. Nesse contexto, o hidrogénio verde tem vindo a afirmar-se como uma das respostas estratégicas para a transição energética, e a conferência surge precisamente para dar visibilidade ao conhecimento, à inovação e aos projetos que têm sido desenvolvidos em Portugal nesta área.
A ICH2 é promovida no âmbito da Agenda H2 Green Valley e organizada pelo HyLab – Green Hydrogen Collaborative Laboratory e pelo IN+ Center for Innovation, Technology and Policy Research, com o apoio das entidades parceiras da agenda, entre as quais a REN. Ao longo de quatro dias, o programa passa por temas que vão da produção ao transporte, distribuição, armazenamento, segurança, utilização final e economia do hidrogénio.
O arranque, a 21 de setembro, é dedicado a visitas técnicas a instalações industriais e de investigação ligadas ao hidrogénio verde, como o próprio HyLab, em Sines, e a Repsol. No dia seguinte, as atenções viram-se para a Agenda H2 Green Valley, com uma visão global da sua implementação e uma mesa-redonda intitulada “H2 Green Valley: From Vision to Implementation”, que contará com representantes de entidades parceiras como a REN, a Bosch, a Floene, o INL, o Instituto Superior Técnico e o HyLab. Durante este dia serão ainda debatidas as perspetivas da indústria e da academia para o desenvolvimento do ecossistema do hidrogénio em Portugal, bem como os principais desafios associados à investigação, à tecnologia e à aplicação industrial.
Nos dias 23 e 24 de setembro, a conferência prossegue com sessões científicas e técnicas dedicadas aos principais desafios da cadeia de valor do hidrogénio, incluindo economia, produção, transporte, distribuição, utilização final, segurança e inovação. Serão também apresentados e discutidos os resultados e a visão da Agenda H2 Green Valley, num balanço do que já foi feito e do que ainda falta percorrer.
Para quem trabalha ou simplesmente se interessa por energia e sustentabilidade, ficam quatro dias de debate que prometem ajudar a perceber para onde caminha o hidrogénio verde em Portugal — e que papel pode vir a ter no nosso futuro energético.









