O Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) saiu a público esta semana para rejeitar liminarmente qualquer responsabilidade no atraso da constituição da Comissão Técnica Independente que irá avaliar os grandes incêndios de 2025. Em comunicado, a entidade revela que foi surpreendida por declarações que a apontavam, juntamente com o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), como causa para a demora na nomeação dos membros daquele órgão.
De acordo com o CCISP, o processo só arrancou formalmente na passada sexta-feira, 6 de março, data em que foi contactado pela Assembleia da República para a indicação de dois especialistas. O Conselho garante ter iniciado de imediato os contactos para encontrar os nomes adequados, informando o parlamento que a decisão final seguiria o trâmite habitual, sendo ratificada na reunião do plenário. Até à data de emissão do comunicado, não havia recebido qualquer interpelação adicional, pelo que a imputação de culpas gerou “grande estupefação”.
Reforçando a sua ligação aos territórios afetados e o interesse em contribuir para a solução, o CCISP anunciou já ter entregue ao Presidente da Assembleia da República os nomes dos dois peritos que irão compor a comissão: os professores Joaquim Sande Silva e Susana Saraiva Dias, colocando-se assim “do lado da solução” num processo que consideram ter sido desencadeado de forma tardia e pouco clara.








