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Jorge Jesus: “Não tenho de pedir desculpas a ninguém!”

Portugal venceu a Noruega por 2-1 no Estádio do Dragão, como o LusoNotícias aqui deu conta, e garantiu o apuramento para os quartos de final da Liga das Nações. Mas a conferência de Imprensa de Jorge Jesus, no final da partida, como seria de esperar, acabou por ser dominada por um assunto que nada teve a ver com o que se passou dentro das quatro linhas: Cristiano Ronaldo.

Nas questões que foi possível colocar ao selecionador nacional – foram vários os órgãos de Comunicação Social que não puderam colocar qualquer questão, entre estes o LusoNotícias –, Jorge Jesus foi confrontado com a informação que circulava desde a saída de CR7 do estágio da Seleção, segundo a qual ele teria combinado com o jogador pedir desculpas publicamente. Jorge Jesus foi perentório: “Isso é mentira!”

“Não tenho que pedir desculpas a ninguém. Não combinei nada com ninguém”, afirmou, visivelmente irritado com a insistência do tema, classificando aquela informação como “mentira!”

A questão arrastava-se desde que CR7 abandonou o estágio e regressou à Arábia Saudita, depois de ter ficado no banco no jogo com a Dinamarca e de ter aquecido sem entrar em campo frente ao País de Gales, em Alvalade. O jogador deixou uma mensagem nas redes sociais prometendo contar “a verdade” mais tarde, e o assunto ganhou ainda mais força quando o jornalista espanhol Edu Aguirre, amigo próximo de CR7, garantiu que existia um acordo para que Jorge Jesus fizesse um pedido de desculpas público antes do jogo com a Dinamarca. Esse pedido nunca aconteceu.

Jorge Jesus não fugiu ao tema, mas também não cedeu um milímetro. Explicou que a decisão de não colocar CR7 em campo frente à Noruega foi técnica e que aquecer sem jogar “acontece a qualquer jogador, todos os dias, em todos os clubes”. “Um jogador aquecer e não entrar é um problema? Isso acontece constantemente. Não há nada para resolver”, disse.

Sobre o eventual regresso de CR7 à Seleção, o treinador foi claro: se o jogador quiser voltar e continuar a jogar, será convocado. “Mas isso depende dele, não de mim. Eu já lhe disse que preciso dele, jogue ou não jogue. Essa posição mantém-se”, acrescentou.

Ficou também a ideia de que Jorge Jesus considera que todo este caso foi inflamado. “Parece que aconteceu uma coisa gravíssima. Não aconteceu nada de grave”, insistiu, recusando entrar em detalhes sobre conversas privadas com o capitão.

Do lado da Federação, também o presidente Pedro Proença teve oportunidade de falar aos jornalistas presentes no Estádio do Dragão, procurando baixar o tom de todo este caso, falando em “mal-entendido” e defendendo que o assunto devia ser resolvido à “porta fechada”. Todavia, ainda no Dragão, Jorge Jesus deixou claro que não vai ser ele a dar o primeiro passo nesse sentido. “Não há desculpas para pedir”, diz. E o que se passou, garante, foi apenas futebol.

A verdade é que a Seleção está apurada para os quartos de final da Liga das Nações mesmo antes de completar a fase de grupos em curso — há mais dois jogos para disputar. Quanto ao o caso CR7, continua em aberto e ninguém arrisca para já em adiantar uma data para que o mesmo possa ser dado como encerrado.

texto: Jorge Reis
fotos: Diogo Faria Reis

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