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Benfica soma e segue com 4-1 sobre o Celtic na Luz

Um penálti marcado com enorme confiança por John Durán, “à Panenka”, logo no segundo minuto do jogo, abriu o caminho ao Benfica para a vitória sobre o Celtic de Glasgow, esta quinta-feira, no Estádio da Luz, em jogo da segunda ronda da fase de liga da Liga Europa. Ao intervalo, com uma exibição convincente, os encarnados já venciam por 3-0, num jogo desde logo resolvido a favor da turma da Luz. O Celtic ainda tentou remar contra a maré e, por duas vezes, conseguiu mesmo levar a bola a beijar os ferros da baliza neste jogo à guarda de Trubin. Os deuses da fortuna, porém, estavam claramente com o Benfica e a vantagem clara no final do primeiro tempo deixava evidente que a noite era mesmo do clube da águia.

Depois do primeiro golo conseguido a partir de uma grande penalidade apontada por Jhon Durán, a contagem prosseguiu para o Benfica ao minuto 23, agora com Prestianni, a partir do corredor esquerdo, a colocar a bola no lado contrário com um passe milimétrico para Alexander Bah. O dinamarquês, livre de marcação, só teve que visar a baliza do conjunto escocês para o segundo golo da noite, festejado como algo ímpar por um jogador que tem tido alguns problemas físicos esta temporada mas que parece estar de novo em bom plano.

E se dúvida houvesse quanto à superioridade dos encarnados neste jogo, eis que, ao minuto 36’, novamente Prestianni surge no início de um lance destinado ao sucesso. Um passe a rasgar do argentino para a frente de ataque serviu o colombiano Jhon Durán que, mesmo com um defesa sobre ele, conseguiu rematar à meia-volta enviando a bola por entre as pernas de Sinisalo, o guarda-redes do conjunto escocês que sofria assim o terceiro golo da noite.

Prestianni assumia assim o papel de maestro desta equipa, passando por ele grande parte das ações ofensivas para sair dos seus pés os lances mais perigosos para a baliza do Celtic, Jhon Durán era uma seta constante apontada à baliza de Viljami Sinisalo e, no lado direito, Alexander Bah conseguia aparecer por diversas vezes nas costas da defesa escocesa, fazendo todo o corredor e surpreendendo o último reduto do Celtic, como aconteceu quando marcou o segundo golo da noite.

Defesa falível esteve
uns furos abaixo do ataque

Se o ataque do Benfica esteve assertivo, nomeadamente quando “empurrado” pelo excelente futebol praticado por Prestianni, sem dúvida o “motor” deste Benfica, a defesa nem sempre esteve ao melhor nível, sentindo-se mesmo alguma desconcentração em um ou outro lance. E se Trubin até correspondeu, a verdade é que à frente dele houve demasiadas liberdades dadas aos jogadores do Celtic, quer no primeiro tempo, quando os homens da turma escocesa conseguiram mandar a bola por duas vezes aos ferros da baliza encarnada, quer no segundo tempo, quando o Celtic fez um golo e esteve à beira de fazer o segundo.

Lenglet e Tomás Araújo nem sempre conseguiram entender-se da melhor forma, acabando por abrir espaços por onde entraram os homens do Celtic, com consequências para a baliza de Trubin que só não foram pores porque a turma escocesa esteve longe de ser o conjunto letal que, a ter existido, teria certamente dado outro rumo ao jogo, bem mais complicado para o Benfica.

E se o primeiro tempo foi claramente de domínio dos encarnados, a segunda metade da partida trouxe um Celtic mais atrevido, mas também uma defesa benfiquista menos bem posicionada. De cada vez que o Celtic conseguia abeirar-se da baliza de Trubin, e principalmente já depois do golo do conjunto visitante, era evidente que a defesa acusava algum nervosismo e os adeptosnão escondiam a ansiedade.

Para o segundo tempo, nem Marco Silva nem tão pouco Martin O’Neill, o treinador do Celtic, apostaram em qualquer alteração nos seus onzes, pelo que as duas equipas mantiveram os mesmos figurinos da primeira metade, com o Benfica uma vez mais a alugar o meio-campo defensivo do Celtic para desenvolver o seu jogo de ataque à baliza de Sinisalo.

Valeu ao Benfica que Trubin acabou por cumprir, mas também foi certo que a eficácia do Celtic de Glasgow deu conta de ser pouca, o que unido a alguma ausência de sorte para o conjunto visitante acabou por determinar que o Benfica conseguisse os seus intentos com uma vitória afinal justa. Aliás, se dúvidas existissem quanto à justiça do triunfo encarnado, o grego Pavlidis acabaria por deixar tudo bem claro ao marcar o quarto golo do jogo, já perto do final da partida, com um remate em zona frontal à baliza do Celtic que deixou o guarda-redes Sinisalo pregado ao relvado, sem reação.


Ficha do jogo

Benfica 3-0 Celtic
Competição: Liga Europa (fase de liga)
Estádio do Sport Lisboa e Benfica
Ao intervalo:
 3-0

Árbitro: Nikola Dabanovic (MNE)
VAR: Pol van Boekel (NEE)

Benfica: Trubin; Alexander Bah, Clément Lenglet, Tomás Araújo e Samuel Dahl; João Palhinha e Fredrik Aursnes; Gianluca Prestianni, Georgiy Sudakov e Dodi Lukébakio; Jhon Durán
Treinador: Marco Silva

Celtic: Viljami Sinisalo; Colby Donovan, Dane Murray, Auston Trusty e Kieran Tierney; Mika Bauer (Oxlade-Chamberlain, 56’) e Callum McGregor; Camilo Durán, Oliver Sorensen (Benjamin Nygren, 56’) e Sebastian Tounekti; Kasper Hogh
Treinador: Martin O’Neill

Golos:

  • 1-0 – Bah – 02’
  • 2-0 – Durán – 23’
  • 3-0 – Durán – 36’

Ação disciplinar:
Cartão amarelo:
 Samuel Dahl (43’); Alexander Bah (68’); João Palhinha (85’);


Pavlidis entrou, marcou
e fechou o resultado

Antes do golo de Pavlidis o Celtic fez o seu golo de honra, que mereceu pelas várias oportunidades que criou, um golo que levou os técnicos a mexerem nos respectivos onzes. Marco Silva apostou em trocas posicionais, retirando Lukebakio, porventura o jogador que teve menos aproveitamento nesta partida, e ainda Jhon Durán, apostando em Schjelderup e Pavlidis. Era no entanto o Celtic que aparecia agora por cima no jogo e, à passagem do minuto 72, a turma escocesa voltou mesmo a estar perto do golo, desta feita com um remate de Camilo Durán ao ferro da baliza de Trubin. Quase de seguida, no outro lado do relvado, seria Schjelderup a rematar com pontaria afinada ao poste direito da baliza à guarda de Sinisalo.

Os ferros das duas balizas continuavam a ser protagonistas num jogo acompanhado a partir das bancadas do Estádio da Luz por 58.870 espectadores, sendo que já perto do final foram Trubin e Circati que, a meias, impediram o segundo golo do Celtic em mais um lance em que os encarnados voltaram a abrir espaços comprometedores na defesa.

Foi então que, em cima dos 90’, Vangelis Pavlidis, depois de um passe de Tomás Araújo, rematou à baliza de zona frontal à grande-área e apanha Sinisalo em contrapé, ficando colado à relva sem conseguir sequer fazer qualquer movimento em direção à bola, com esta a entrar tranquilamente pela quarta vez na baliza do Celtic. O jogo entrava assim nos últimos minutos com alguma emoção, o Benfica voltou a enviar a bola aos ferros da baliza escocesa, e logo depois foi o Celtic a importunar a baliza à guarda de Trubin. Foi assim uma forma mais animada para terminar esta partida em que o Benfica garantiu uma vitória alargada em termos numéricos e justa pelo que se passou no relvado.

O Benfica ainda deu a ideia de estar a complicar a sua própria missão, com uma defesa menos assertiva perante as tentativas de resposta do Celtic de Glasgow, mas o resultado não sofreu mais alterações, acabando o Benfica por somar a segunda vitória em dois jogos desta fase de liga da Liga Europa, somando já seis pontos em seis pontos possíveis.

O próximo jogo do Benfica está agendado para a próxima quinta-feira, 22, em Chipre frente ao Omonia, clube que, tal como os encarnados da Luz, soma também por vitórias os dois jogos disputados, tendo marcado quatro golos sem qualquer golo sofrido. Refira-se a curiosidade de existirem até agora, após duas jornadas, um total de 10 equipas que somam seis pontos, que o mesmo é dizer que todas elas venceram os dois jogos disputados neste arranque da fase de liga da Liga Europa.

texto: Jorge Reis
fotos: Diogo Faria Reis

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