A companhia apresenta ‘Ensaio sobre a lucidez’ de 24 de Setembro a 25 de Outubro, na que é a sua 46.ª criação coletiva.
Tendo por base o livro de José Saramago, a Companhia do Chapitô põe em palco a trama que passa pelo dia de eleições em que acontece o impensável: a esmagadora maioria da população vota em branco.
Como refere a comunicação da companhia teatral, “não há violência. Não há revolução. Não há abstenção. Há apenas cidadãos que exercem, de forma exemplar, um direito democrático. E é precisamente aí que começa o problema.” José Saramago imaginou o pior pesadelo de qualquer Estado: um povo que, cumprindo a lei, deixa de acreditar em quem o governa.
Assim, “o que começa como uma sátira política transforma-se numa inquietante reflexão sobra a fragilidade da democracia, a facilidade com que o medo se instala e a rapidez com que um Estado democrático pode revelar impulsos autoritários.” Porque, “enquanto os cidadãos continuam a viver as suas vidas, o governo responde com suspeita, vigilância e violência.”
Para reflexão, a peça deixa a pergunta: “E se o maior perigo para um governo não for um povo revoltado, mas um povo lúcido?”




‘Ensaio sobre a Lucidez’, encenado por José C. Garcia, põe em palco os atores Jorge Cruz, Pedro da Silva, Susana Nunes e Tiago Viegas. Estará em cena de 24 de Setembro a 25 de Outubro no Chapitô, em Lisboa, de quinta a sábado às 21h00 e domingo às 17h00. Os bilhetes já podem ser reservados.









