- Porque um projeto não se constrói em semanas. Quem exige resultados imediatos em todas as circunstâncias nunca está verdadeiramente a construir.
- Porque Rui Borges está a pensar no Sporting de amanhã, e não apenas no resultado do próximo jogo.
- Porque mudar de treinador constantemente é andar aos ziguezagues. O Sporting precisa de estabilidade, não de decisões tomadas ao sabor do momento.
- Porque conhece o plantel por dentro e sabe melhor do que ninguém onde estão os problemas e o potencial de cada jogador.
- Porque os jovens precisam de confiança e continuidade para crescer e afirmar-se ao mais alto nível.
- Porque uma identidade de jogo precisa de tempo. Não se cria uma equipa sólida mudando ideias e processos a cada dificuldade.
- Porque também se avalia um treinador pelo trabalho que está a fazer nos bastidores, pela evolução da equipa e pela preparação do futuro.
- Porque todos os treinadores atravessam momentos difíceis. É precisamente nesses momentos que se percebe se existe convicção num projeto.
- Porque o Sporting não pode voltar à cultura do imediatismo. Um clube grande deve ter ambição, mas também visão e planeamento.
- Porque, se acreditamos no projeto, temos de acreditar nas pessoas escolhidas para o executar. Dar tempo não é passar um cheque em branco — é permitir que o trabalho seja devidamente avaliado.
Eu defendo Rui Borges. Não porque tudo esteja perfeito, nem porque os resultados não sejam importantes. Defendo-o porque acredito que o Sporting deve pensar mais longe do que o próximo jogo.
Mudar pode ser fácil. Construir é muito mais difícil. E é para construir que Rui Borges deve continuar.

Zeferino Boal define-se, ele próprio, como um cidadão, angolano e português, livre pensador e de ação cívica. Com carreira militar na FAP e formação na área da gestão, desempenhou funções públicas, políticas, desportivas e privadas de que se orgulha de terem sido marcadas sempre pela dedicação e responsabilidade.









