A chegada do verão trouxe consigo um problema que afeta cada vez mais donos de animais de estimação: a dificuldade em encontrar quem cuide dos seus patudos durante os dias de descanso. Os números são claros e mostram que a procura por hotéis para animais e serviços de pet sitting disparou, deixando muitos portugueses sem solução para as férias.
Segundo dados da Fixando, plataforma de contratação de serviços online, cerca de 80% dos donos não conseguem encontrar vaga num hotel para animais ou um pet sitter disponível nesta altura do ano. A explicação está no desequilíbrio entre a procura e a oferta, que se acentua nos meses quentes.

Em julho, os pedidos por este tipo de serviços aumentaram 62% em relação a junho — que já tinha registado um crescimento de 27%. A tendência confirma que o verão é, de longe, a época mais crítica. Os dados mostram ainda que 43% dos pedidos feitos em julho eram para o próprio mês, enquanto metade já se destinava a agosto. Dentro deste último mês, a primeira quinzena concentra 69% das solicitações, o que torna esse período num autêntico momento de pressão sobre os poucos profissionais disponíveis.
Alice Nunes, diretora de novos negócios da Fixando, explica que o fenómeno não é novo, mas que este ano a tensão no mercado é particularmente visível. “Muitos portugueses estão a planear as férias sem conseguirem garantir uma solução para os animais. A reserva antecipada torna-se cada vez mais importante”, alerta.
A disponibilidade de vagas também varia consoante o distrito. As zonas mais críticas, onde é quase missão impossível encontrar quem cuide dos animais, são Beja, Évora, Portalegre, Santarém e Viseu. Já em Lisboa, Setúbal e Guarda, a probabilidade de ainda haver oferta é maior — o que não significa que seja fácil.

E quanto custa deixar o animal entregue a profissionais? Atualmente, um hotel para animais de estimação tem um preço médio de 106 euros por semana. Já o serviço de pet sitting — em que alguém vai a casa ou fica com o animal durante o dia — fica por cerca de 15 euros diários. Valores que, para muitos, são um investimento necessário para viajar descansados, mas que exigem planeamento. E, pelos vistos, cada vez mais cedo.









