O Rayo Vallecano e o Alavés empataram 1-1 num jogo que teve muito mais história do que o resultado final deixa antever. Disputado em Butarque, no terreno do Leganés, porque o estádio de Vallecas ainda não está disponível, o encontro começou com os locais mais ativos, a tentar impor a sua dinâmica desde os primeiros minutos, mesmo com uma assistência modesta, bem abaixo do que seria normal num arranque de campeonato.











A primeira parte foi daquelas em que o azar e o VAR se entrelaçaram. O Rayo perdeu cedo Isi Palazón, lesionado, e viu um golo de Pelayo Fernández ser anulado por toque na mão. O Alavés, por seu lado, respondeu com duas boas ocasiões, destacando-se um remate de Toni Martínez ao poste que fez suspirar os poucos adeptos presentes. Não houve mais golos antes do intervalo, mas o aviso ficou dado.
No arranque do segundo tempo, logo aos 48 minutos, o Rayo conseguiu desbloquear o marcador. Sergio Camello, depois de uma arrancada de Ratiu, limpou a marcação na área e bateu Sivera com um remate cruzado seco. Parecia que a equipa da casa ia agarrar-se à vantagem e gerir o jogo, mas a lesão do guarda-redes Batalla, ainda antes da hora de jogo, partiu a estratégia e obrigou a mexidas forçadas que condicionaram o resto da partida.








A partir daí, o Alavés cresceu. Teve mais bola, mais ocasiões e mais critério no ataque. Toni Martínez voltou a falhar o golo, desta feita por três vezes, e o Rayo começou a acusar o cansaço e a falta de soluções. Até que, aos 83 minutos, Ratiu cometeu um erro crasso num passe atrasado para o guarda-redes Cárdenas, e Mariano, que tinha entrado minutos antes, agradeceu o presente e empatou. O mesmo Mariano ainda podia ter virado o jogo, mas o remate saiu ao lado.
No final, fica a sensação de que o Alavés merecia mais pelo que fez na segunda parte, e o Rayo segura um ponto que soube a pouco, depois de ter estado por cima no marcador e em vantagem numérica de oportunidades na primeira metade. Dois pontos perdidos para uns, um ganho para outros – e o arranque da Liga fica com um empate que, para quem viu o jogo, deixou um sabor agridoce a algo desequilibrado.















