O Museu Tesouro Real, instalado na ala poente do Palácio Nacional da Ajuda, acaba de ser distinguido como Museum of the Year 2026 na primeira edição dos Portuguese Business Awards, promovidos pela EU Business News. O prémio, atribuído por um júri independente da publicação, chega mais de um século depois de o Tesouro da Coroa portuguesa ter estado fechado a público — e precisamente por devolver o acesso a um conjunto patrimonial de valor excecional que agora pode ser visitado de forma permanente.
Para Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa e da direção da Associação Turismo de Lisboa, esta distinção coloca a capital no mapa dos destinos culturais de topo mundial. O autarca sublinha que o museu não é apenas um espaço de preservação, mas um lugar de investigação ativa e de encontro com os visitantes, e que o reconhecimento reforça o compromisso de continuar a abrir a coleção a diferentes públicos, com uma programação que os envolva e aproxime.
A verdade é que os museus já não são o que eram. Hoje, espera-se deles muito mais do que vitrines e peças etiquetadas. Têm de interpretar, mediar, traduzir o património para uma sociedade que muda rapidamente. E o Museu Tesouro Real tem procurado responder a esse desafio com uma agenda regular que combina o acervo fixo com exposições temporárias, conferências e atividades educativas para famílias, escolas e adultos. A coleção — uma das mais relevantes do mundo pela raridade, dimensão e qualidade das peças — acaba por funcionar como um íman para os turistas internacionais que cada vez mais escolhem Lisboa como paragem cultural.
Quem quiser conhecer as joias da Coroa, as insígnias reais e as peças de ourivesaria que contam séculos de história portuguesa, pode visitar o museu todos os dias, das 10h00 às 19h00, com a última entrada permitida às 18h00. E, pelo andar da carruagem, parece que o mundo começou a reparar no que Portugal sempre soube ter.









