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Benfica arrasa Casa Pia com goleada histórica

O Benfica deu uma verdadeira lição de futebol ao Casa Pia, no jogo da segunda jornada da I Liga, ao vencer por uns expressivos 7-0, em Rio Maior. Depois do empate caseiro frente ao Académico de Viseu na primeira jornada, no Estádio da Luz à porta fechada, os encarnados entraram em campo desta feita com uma atitude completamente diferente e mostraram desde o primeiro minuto que não estavam para brincadeiras.

Aos três minutos surgiu o primeiro golo, por Prestianni. Depois, ao minuto 14, Rafa Silva dilatou a vantagem com um golo na sequência de uma assistência de Vangeliz Pavlidis, permitindo ao Benfica ir para o intervalo a vencer por 2-0. E se nas segunda parte alguns arautos da desgraça encarnada esperavam que os gansos acordassem para fazer aquilo que os viriatos fizeram na primeira jornada, eis que apareceu o homem do jogo, Pavlidis, a assinar três golos em sete minutos, resolvendo a contenda ao colocar o Benfica a vencer por 5-0.

A partir daí, com o jogo resolvido, restou ao Benfica passear no mau relvado de Rio Marios, assinando ainda mais dois golos, nomeadamente um autogolo de Ofori e um golo final para a contagem agora assinado por Jhon Durán, fixando assim a turma encarnada uma goleada que acabou por ser uma espécie de “declaração de intenções” para o resto do campeonato.

Não estarão afastados ainda alguns “casos” que pairam sobre os encarnados, como a necessidade de um defesa central, de um “seis” ou de um guarda-redes, a possibilidade de surgirem mais saídas no plantel às ordens de Marco Silva vai continuar até ao final do mês enquanto não fechar o mercado, mas esta goleada terá conferido certamente outra tranquilidade e confiança aos pupilos de Marco Silva que voltam à actividade já na próxima quinta-feira, no Estádio da Luz, frente aos dinamarqueses do Aarhus, em jogo da primeira mão do playoff de apuramente para a fase de liga da Liga Europa.

Pavlidis e a “magia”
dos sete minutos

Se há nome que merece destaque neste jogo, é o do avançado grego Vangelis Pavlidis, ele que foi, sem sombra de dúvida, o homem do jogo, com um hat-trick em apenas sete minutos no arranque do segundo tempo. Mas não se ficou por aí: antes já tinha dado uma assistência para Rafa Silva, logo aos 14 minutos, dando conta de um excelente momento individual que lhe permitiu desde já saltar para a frente da lista de melhores marcadores da I Liga, destacado com quatro golos, mais um do que Gonçalo Paciência, do Santa Clara.

Depois do jogo, Pavlidis explicou o momento da equipa – “Começamos a entender-nos uns aos outros, a entender as ideias do treinador, como ele quer que corramos, para onde quer que corramos” –, com palavras que mostram que a equipa de Marco Silva começa a entrar nos eixos depois de um arranque menos eficaz.

A vitória, essa, não merece contestação, tendo sido iniciada com um golo madrugador de Prestianni, aos 3 minutos, a partir de um remate de fora da área que sofreu um desvio na cabeça de David Sousa, enganando o guarda-redes André Gomes. O Benfica não abrandou, e o segundo golo chegou aos 14 minutos, com Rafa Silva a “picar” a bola por cima do guarda-redes após assistência de Pavlidis. Depois, a segunda parte viria como um verdadeiro vendaval sobre o Estádio Municipal de Rio Maior.

Em apenas 14 minutos, o Benfica marcou cinco golos. Pavlidis foi simplesmente letal com um hattrick, aos 47, 49 e 54 minutos, sendo que o segundo golo ficou na retina, quando driblou vários defesas antes de rematar para o fundo das redes. O sexto golo dos encarnados surgiu aos 58 minutos, num autogolo de Ofori, após um cruzamento de Dahl, e para fechar a contagem houve ainda um golo assinado por Jhon Durán, que tinha entrado para o lugar de Pavlidis. Aos 61 minutos, Durán fechou as contas da goleada com um remate forte de fora da área a que André Gomes não se conseguiu opor.


Ficha do Jogo:

  • Casa Pia: André Gomes, André Geraldes, João Goulart, David Sousa, Abdu Conté, Gabi (Osundina, 60′), Seba Pérez, Ofori, Rochinha (Pedro Rosas, 77′), Kevin Prieto (Jatta, 60′) e Henrique Araújo (Khali, 77′).
    Treinador: Filipe Coelho
  • Benfica: Samuel Soares, Bah, Tomás Araújo (Manú Silva, 60′), Lenglet, Dahl, Barreiro, Barrenechea (Richard Rios, 67′), Prestianni, Sudakov (Lukebakio, 78′), Rafa Silva (Schjelderup, 60′) e Pavlidis (Jhon Durán, 60′).
    Treinador: Marco Silva
  • Golos: 
  • 0-1 Prestianni (3′)
  • 0-2 Rafa Silva (14′)
  • 0-3 Pavlidis (47′)
  • 0-4 Pavlidis (49′)
  • 0-5 Pavlidis (54′)
  • 0-6 Ofori (58′ autogolo)
  • 0-7 Jhon Durán (61′)
  • Árbitro: João Pinheiro
    VAR: Rui Costa
  • Ação disciplinar
    Cartão amarelo: Kaly 80′ e 90+2′
    Cartão vermelho (acumulação): 90’+2′

O Benfica fechava assim as contas do seu passeio por Rio Maior, frente a uma equipa do Casa Pia que se mostrou demasiado permissiva, especialmente no meio-campo, com uma defesa “macia” que facilitou o trabalho do ataque benfiquista. O mau relvado do Estádio Municipal de Rio Maior acabou por ser um “bom equalizador” para o Casa Pia, mas mesmo assim não foi suficiente para travar a avalanche de golos. No final, os gansos ainda perderam Kaly por expulsão, após ver o segundo cartão amarelo já nos descontos depois de atingir Prestianni no rosto, num lance idiota por parte do homem do Casa Pia que só prejudicou a sua equipa para a próxima jornada.

No final da partida, o capitão do Casa Pia, André Geraldes, não escondeu a frustração: “É um resultado muito pesado, temos de pedir desculpa aos adeptos”. Já Filipe Coelho, treinador do Casa Pia, foi mais analítico: “A nossa entrada na segunda parte foi desastrosa… Matou-nos a possibilidade de continuarmos a viver o jogo”.

texto: Inês Aires / LusoNotícias
fotos: ©X (Twitter)

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