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Douro navegável com Alma de 1964

O iate vintage recupera uma embarcação clássica de 1964 de construção inglesa e já está a operar na Região Demarcada do Douro.

A empresa Pipadouro reforça assim a sua frota com o Alma, um novo barco que “surge na sequência de três anos consecutivos de recordes de ocupação e de uma procura crescente por experiências exclusivas no Douro.”

Dado o aumento da procura por passeios de luxo no Douro, a Pipadouro recuperou o Alma – marca Hallet, modelo Halmatic 1712 – que se junta ao Friendship I e ao Pipadouro II, embarcações clássicas das décadas de 50 e 60.

Com 17,12 metros de comprimento e capacidade para 14 passageiros, mais dois tripulantes, a embarcação foi restaurada e remotorizada, “preservando o seu caráter vintage através de uma intervenção contemporânea centrada no conforto, sofisticação, autenticidade e atenção ao detalhe.”

A Pipadouro destaca no Alma “a master suite presidencial, que substitui as quatro cabines pré-existentes, uma ampla área de refeições para 12 pessoas, uma sala de estar e uma proa projetada para maior conforto a bordo.”

Gonçalo Correia dos Santos, sócio fundador da Pipadouro, refere que se quis ter “uma abordagem pioneira no Douro, transportando para o rio a atmosfera das grandes quintas dos séculos XVIII e XIX, com barcos de época, mantendo a autenticidade dos barcos clássicos e elevando o serviço. A Alma é o culminar desse caminho.”

Para Tomás Roquette e Justino Soares, representantes da Quinta do Crasto na estrutura acionista, a nova embarcação reforça a estratégia de crescimento da empresa no segmento ultra premium.

A Pipadouro salienta que “desenvolveu no Douro um conceito distintivo de hospitalidade vínica em ambiente fluvial, assente na operação de embarcações clássicas e em experiências desenhadas à medida.” A entrada do Alma em operação marca agora a expansão também para a frente ribeirinha do Porto e Vila Nova de Gaia, com partidas do Cais da Afurada.

Anteriormente denominada S. Januário, a embarcação agora rebatizada de Alma pertenceu no passado à família Espírito Santo e foi adquirida pela Pipadouro em 2017.

De acordo com a empresa, a entrada do Alma na operação surge num “momento de forte consolidação da Pipadouro no segmento premium internacional. Em 2025, 90% dos clientes foram internacionais, refletindo a crescente procura global por experiências de luxo autênticas e altamente personalizadas no Douro.”

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