Arcos de Valdevez foi o palco de um World Café integrado no projeto europeu GI-SMART – Geographical Indications’ Contribution to Smart Territorial Development and Sustainability, uma iniciativa que visa refletir sobre o valor e os desafios dos produtos com selo de qualidade. A sessão reuniu produtores de produtos com Indicação Geográfica (IG) e Especialidade Tradicional Garantida (ETG) do Minho, bem como consumidores, num debate participativo sobre o futuro destas referências nos territórios.
A Vice-Presidente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, Emília Cerdeira, marcou presença no encontro e destacou a importância do projeto, sublinhando que a iniciativa se alinha com o trabalho que o Município tem desenvolvido na proteção e promoção da Cachena da Peneda DOP, assim como na valorização de outros produtos locais, com especial destaque para o feijão tarreste.

Ao longo do World Café, foram recolhidos contributos significativos por parte dos participantes sobre a perceção e valorização dos produtos certificados, bem como o seu papel na sustentabilidade económica, social, cultural e territorial. A dinâmica do encontro reforçou a necessidade de adotar abordagens participativas na definição de estratégias futuras para este setor.
O projeto GI-SMART, financiado pelo programa Horizon Europe, tem como objetivo principal reforçar o contributo das indicações geográficas para o desenvolvimento sustentável, a valorização dos territórios e a melhoria das políticas públicas nesta área. A ação em Arcos de Valdevez foi dinamizada por um grupo de investigadores da Universidade de Évora, sob a liderança da Professora Maria Raquel Lucas, no âmbito do trabalho científico desenvolvido pela instituição no projeto, em articulação com o MED – Instituto Mediterrâneo para a Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento e o CEFAGE.

O consórcio internacional do GI-SMART reúne 17 parceiros de 10 países, numa parceria que procura gerar evidências úteis para produtores, consumidores, decisores políticos e comunidades locais. Para o Município de Arcos de Valdevez, a realização desta iniciativa confirma a relevância do Minho como um território atento à valorização dos seus recursos endógenos, à preservação da autenticidade alimentar e à promoção de modelos de desenvolvimento mais sustentáveis, inteligentes e enraizados na identidade local.









