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Zalazar redime-se e devolve o derby ao Braga frente ao Vitória

O dérbi do Minho voltou a provar, no sábado à noite, porque se tornou em um dos jogos mais emotivos do calendário português. No Estádio Municipal de Braga, perante mais de 20 mil espectadores, o Sporting de Braga e o Vitória SC, de Guimarães, protagonizaram um vaivém de golos e emoções que terminou com a justa vitória dos arsenalistas por 3-2. Mais do que três pontos, este triunfo teve um sabor especial de redenção e conquista para os bracarenses, que viram no seu rival o algoz que lhes roubara a Taça da Liga em janeiro.

A memória do sucedido em Leiria ainda estava bem fresca. Afinal, há pouco mais de um mês, o Vitória, numa final histórica, tinha batido o Braga por 2-1 e erguido o primeiro grande troféu da sua história. Para piorar a memória, o herói negativo daquela noite fora Rodrigo Zalazar, com um penálti falhado já nos descontos que podia ter levado o jogo para prolongamento. O futebol, contudo, escreve-se com linhas tortas e foi precisamente Zalazar o grande protagonista da noite deste sábado em Braga.

A entrada no jogo por parte da turma bracarense foi elétrica e, aos 17 minutos, num penálti convertido com frieza, Zalazar limpou um pouco do amargo da final e colocou os guerreiros do Minho em vantagem. A resposta vitoriana, porém, foi de campeão: dois minutos volvidos, num lance infeliz, Barisic introduziu a bola na própria baliza e recolocou a igualdade no marcador.

Longe de se deixar abater, o Braga de Carlos Vicens continuou por cima e, aos 32 minutos, Ricardo Horta, o capitão e autêntico porta-estandarte desta formação de Braga, fez o 2-1, numa altura em que o jogo parecia caminhar para um intervalo de acalmia.

Mas se há equipa que esta época mostrou ter coração para dar a volta, é o Vitória. Na segunda parte, aos 54 minutos, Gustavo Silva voltou a empatar o jogo, fazendo calar a Pedreira e recolocando tudo em aberto. Estava lançado o mote para mais um capítulo dramático. Foi então que, três minutos depois, apareceu novamente Rodrigo Zalazar. O uruguaio, com um implacável pontapé, fez o terceiro e definitivo golo dos bracarenses, consumando a sua redenção pessoal e oferecendo a vitória à sua equipa.

Até ao fim, o Vitória ainda tentou conseguir nova resposta, mas o marcador não mais se mexeu. O Braga segurou a vantagem e segurou, acima de tudo, a moral de vencer o rival direto. Se a final de Leiria soube a glória eterna para os vimaranenses, este 3-2 no reduto bracarense teve para os arsenalistas o sabor de uma pequena conquista, a prova de que este dérbi, cada vez mais brilhante, é feito de parada e resposta, de golos e de redenções.

A turma arsenalista pôde assim com esta vitória, e ainda que à condição, regressar ao quarto lugar no campeonato da I Liga, do qual tinha sido retirado pelo Gil Vicente que joga este domingo no terreno do Estoril Praia. Prossegue assim a luta renhida pelo lugar que dará acesso a uma presença nas competições da UEFA.

texto: Inês Aires
fotos: João Mota

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