O Portal da Queixa registou mais de duas mil reclamações no ano passado que revelam práticas abusivas e falta de transparência.
Segundo a comunicação do organismo, “mais de 70% das reclamações referem dificuldades nos levantamentos, bloqueio de contas com montantes avultados, falhas de segurança e suspeitas de fraude.”
Face às 2.090 queixas registadas, o Portal da Queixa considera que revelam “um fenómeno persistente e amplamente disseminado, muitas vezes promovido através de influencers portugueses em plataformas digitais.”
Pela análise do Portal da Queixa, 72% das reclamações estão relacionadas com “dificuldades na realização de levantamentos, incluindo atrasos prolongados, bloqueio de contas com montantes elevados e reembolsos nunca concretizados.” Seguem-se as queixas por falta de segurança e fraude (18,76%), envolvendo suspeitas de burla, utilização indevida de dados pessoais e práticas consideradas enganosas.”
Os dados sobre as queixas reforçam, segundo o Portal da Queixa, os alertas emitidos pelo Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos (SRIJ), que “tem vindo a sublinhar o problema do jogo ilegal em Portugal e os perigos associados à utilização de plataformas não licenciadas, fora do enquadramento legal nacional.”
Pedro Lourenço, fundador do Portal da Queixa by Consumers Trust, salienta que “o crescimento das reclamações associadas a casinos ilegais e casas de apostas ilegais evidencia a necessidade de reforçar a literacia digital, a fiscalização e a responsabilização na promoção de conteúdos sobre jogo online, sobretudo nas redes sociais.”
Perante este cenário, o “Portal da Queixa reforça o seu compromisso na promoção do jogo responsável, consciente e legal, disponibilizando ferramentas de informação e comparação que ajudam os consumidores a identificar casinos online legais em Portugal, devidamente licenciados pelo SRIJ.”







