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Distribuição em Portugal reduz emissões visando a neutralidade carbónica

A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) apresentou esta terça-feira, dia 27 de janeiro, o primeiro balanço do seu Roteiro para a Descarbonização, lançado em 2022. Os dados revelam progressos significativos no compromisso coletivo do setor para atingir a neutralidade carbónica até 2040, com uma redução global de 15% nas emissões diretas e indiretas de energia (âmbistos 1 e 2) entre 2022 e 2024.

Na sessão, que contou com a presença do Secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, foram detalhados os avanços concretos. As emissões diretas das empresas (âmbito 1) registaram uma quebra de 12%, enquanto as emissões indiretas associadas ao consumo de energia (âmbito 2) tiveram uma redução mais expressiva, de 17%. Um dado particularmente relevante é que 22% das empresas aderentes ao Roteiro já descarbonizaram totalmente as suas emissões de âmbito 2.

O relatório demonstra um elevado grau de maturidade e compromisso por parte das empresas associadas. A totalidade das signatárias monitoriza e reporta anualmente a sua pegada de carbono, e 83% já implementou um plano de ação específico para a descarbonização. Além disso, 94% das empresas integraram os objetivos do Roteiro na sua estratégia corporativa e dispõem de equipas dedicadas à sustentabilidade.

“O setor da Distribuição e do Retalho, representado pela APED, é um pilar fundamental da economia nacional, mas é também um setor-chave para a descarbonização global. Cerca de um terço da pegada europeia resulta de produtos comercializados pelo retalho. Sob o mote ‘Colaborar, Adaptar e Transitar’, assumimos a liderança deste processo”, afirmou José António Nogueira de Brito, presidente da APED.

O balanço aponta também para o desafio representado pelas emissões indiretas da cadeia de valor (âmbito 3), que constituem a maior fatia da pegada do setor. O relatório regista um aumento de 31% nas emissões reportadas neste âmbito, um crescimento que é explicado sobretudo pela melhoria nos processos de recolha de dados e pela revisão das metodologias de cálculo, que permitem agora uma contabilização mais rigorosa e transparente, aliada ao aumento da atividade económica. As categorias de “compra de bens e serviços” e “utilização de produtos vendidos” são as mais representativas, concentrando cerca de 86% das emissões do âmbito 3.

Para enfrentar este desafio, a APED criou um Grupo de Trabalho na Cadeia de Valor, um fórum colaborativo que visa desenvolver soluções para acelerar a ação climática ao longo de toda a cadeia de abastecimento. Esta iniciativa junta-se a outras ações desenvolvidas no âmbito do Roteiro, como open days, eventos para associados e a produção de guias informativos.

Atualmente, o Roteiro conta com a adesão de 19 empresas associadas, que subscreveram uma Carta de Princípios. A ambição do setor reflete-se ainda no facto de 56% das empresas já possuírem metas de redução de curto prazo validadas pela iniciativa Science Based Targets initiative (SBTi), alinhando a sua trajetória com a ciência climática mais recente.

O Roteiro para a Descarbonização, desenvolvido com o apoio técnico da PwC Portugal, consolida-se assim como um instrumento central na estratégia de sustentabilidade do setor da distribuição em Portugal, traduzindo compromissos em resultados mensuráveis no caminho para 2040.

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