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Depressão Cláudia deixa rasto de destruição em Portugal

A passagem da depressão Cláudia por Portugal continental deixou um rasto de destruição significativo, marcado por vítimas mortais, desalojados, e uma impressionante mobilização de meios de emergência. O período de maior impacto ocorreu entre a tarde de quarta-feira, 12 de Novembro, e a noite de sexta-feira, dia 14, com as autoridades a indicarem que o mau tempo deverá perder intensidade este sábado.

O balanço mais trágico desta tempestade reporta-se para duas vítimas mortais, um casal de idosos em Fernão Ferro, no Seixal, após a casa onde residiam ter ficado inundada. Para além das fatalidades, a tempestade obrigou 32 pessoas a ficarem deslocadas das suas habitações, com os concelhos de Abrantes, Salvaterra de Magos, Seixal e Pombal a figurar entre os mais afetados. As operações de socorro levaram a que fosse necessário efetuar vários salvamentos, incluindo nove aquáticos e nove terrestres.

Em termos de ocorrências, os números espelham a violência da depressão Cláudia. Até às 22h00 desta sexta-feira, Portugal continental tinha registado 2.806 ocorrências relacionadas com o mau tempo. A esmagadora maioria, 1.507, foram inundações, seguidas de 529 quedas de árvores e 311 situações de limpeza de vias. Geograficamente, a península de Setúbal foi a sub-região mais fustigada, com 597 ocorrências, acompanhada pela Grande Lisboa (349) e pelo Algarve (285).

Os estragos materiais foram diversificados, desde um centro cultural em Gomes Aires, Almodôvar, que viu a sua cobertura metálica ser arrancada pelo vento, até cerca de 10 carros que ficaram submersos na cave de um edifício no Estoril. Os transportes também não foram poupados, registando-se um descarrilamento de um comboio na Linha da Beira Baixa e perturbações noutras linhas ferroviárias. Em Lisboa também o telhado da Estação de Santa Apolónia foi levantado pelo vento, acabando por cair sobre diversos veículos que ali estavam estacionados provocando imensos estragos.

A resposta de emergência a esta crise foi massiva. No combate aos efeitos da tempestade, estiveram empenhados 7.682 operacionais, apoiados por 2.947 veículos, de acordo com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC). No pico dos problemas, a tempestade deixou cerca de 20 mil clientes sem energia elétrica, embora a situação tenha sido sendo reposta pela E-Redes, que, ao final do dia de sexta-feira, dava a situação como “normalizada”.

Perante a continuação de condições meteorológicas adversas, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) manteve os distritos de Faro, Setúbal e Beja sob aviso laranja durante este sábado, dia 15 de novembro, devido à previsão de precipitação persistente e, por vezes, forte. A Proteção Civil reiterou uma série de recomendações de segurança à população, aconselhando a evitar a circulação junto a áreas arborizadas e à orla costeira, não atravessar zonas inundadas e adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade devido à formação de lençóis de água nas estradas.

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