O Torreense saiu de Budapeste com uma derrota por 4-1 frente ao Ferencváros, na terceira jornada da fase de liga da Liga Europa. O resultado final até pode sugerir um passeio dos húngaros, mas a verdade é que durante a primeira parte a equipa de Torres Vedras conseguiu discutir o jogo de igual para igual. Yusuf abriu o marcador aos 20 minutos, na sequência de uma perda de bola de Alfaro, mas a resposta foi quase imediata: três minutos depois, Manu Pozo fez um golo de bandeira, com um remate acrobático à meia-volta, a aproveitar um cruzamento de Javi Vázquez. Foi um daqueles momentos que vão ficar na história do clube de Torres Vedras e que permitiu que o intervalo chegasse com um empate justo no marcador.
Só que a segunda parte teve outra história. O Ferencváros voltou a adiantar-se aos 58 minutos, num cabeceamento de Mariano Gómez após um pontapé de canto, e a partir daí o Torreense foi perdendo gás e organização. Luís Tralhão mexeu desde o banco à procura de refrescar a equipa, mas o que se viu foi um conjunto cada vez mais aberto e exposto ao contra-ataque húngaro. O terceiro golo, aos 80 minutos, nasceu de um cruzamento de O’Dowda que Diadié, na tentativa de cortar, empurrou para a própria baliza. Foi um daqueles lances que dói e que praticamente fechou qualquer possibilidade de reação. Já em cima do apito final, Lisztes, que tinha entrado pouco antes, fez o quarto golo para a equipa da casa.




Olhando para a prestação individual, há dois nomes que merecem destaque do lado português. Manu Pozo foi claramente o jogador mais inconformado e o seu golo é daqueles que ficam na memória, mesmo numa noite amarga. Lá atrás, Lucas Paes, na baliza, ainda fez algumas defesas que evitaram um desfecho ainda mais pesado, acabando o Torreense, equipa da II Liga, por pagar caro a diferença de ritmo e de profundidade de plantel contra um adversário que soma nove pontos em nove possíveis e que já está com um pé na fase seguinte desta Liga Europa.
Na prática, este foi um daqueles jogos em que o resultado final não conta toda a história. O Torreense mostrou durante 45 minutos que sabe competir neste nível, mas a Liga Europa é implacável com equipas que não conseguem manter a concentração e a intensidade durante os 90 minutos. O Ferencváros, com a experiência e a qualidade que se lhe reconhece, soube esperar pelo momento certo e, quando acelerou, não deu hipóteses. Para os portugueses, ficam três pontos em três jogos e a lição de que, a este nível, meia hora boa não chega.










