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MOTELX fecha 20.ª edição com “A Hora do Chico!” a vencer

A 20.ª edição do MOTELX chegou ao fim depois de 11 dias de terror no Cinema São Jorge e na Cinemateca Portuguesa. Foi a edição mais longa de sempre e serviu para celebrar duas décadas de um festival que continua a apostar nas várias formas que o género pode assumir, dentro e fora das salas de cinema.

O grande prémio nacional foi para “A Hora do Chico!”, de João Severo e Rafael Sá Carneiro. A curta-metragem conquistou o Prémio MOTELX – Melhor Curta de Terror Portuguesa, a maior distinção monetária para curtas nacionais, no valor de 5000 euros. Numa competição com 10 filmes, o júri — composto por Fernando Vasquez, José Santiago e Sandra Henriques — destacou a “ambição e maturidade” da obra, descrevendo-a como “uma viagem inquietante através de um passado pouco saudoso que se confunde, da melhor maneira, com uma realidade alternativa”. Houve ainda uma Menção Honrosa para “Consumido”, de [carrozo], pelo “humor e cuidado estético, associado a uma economia narrativa que subverte a figura do predador e da presa”.

Na competição europeia, o Prémio Méliès d’argent – Melhor Curta Europeia foi para “Mancave”, do norueguês Fredrik S. Hana. Entre 19 filmes a concurso, o mesmo júri premiou um trabalho que retrata “uma ficção desconfortavelmente próxima da realidade”, acompanhando a viagem claustrofóbica de uma personagem em busca de respostas para a ausência da sua cara-metade.

Já o Prémio Méliès d’argent – Melhor Longa-Metragem Europeia distinguiu “No Rest for the Wicked”, do dinamarquês Kasper Kalle. O júri — formado por Isilda Sanches, Leone Niel e Teresa Nicolau — considerou que o filme “cruza desejo, religião, repressão, beleza, amor e morte com uma elegância rara”.

Na área do guião, Miguel Monteiro Rico venceu com “Hóspede” o Prémio MOTELX – Melhor Guião de Terror Português, pela “forma segura como desenvolve o ritmo e a progressão narrativa” e pela “abordagem singular e perturbadora do body horror”. O júri, composto por Catarina Araújo, Gonçalo Teles e Rita Benis, atribuiu ainda uma Menção Honrosa a “A Ostra”, de Pedro Garrido, elogiando a “riqueza dos diálogos” e a “força das descrições”.

O Prémio Lobo Mau, dedicado ao público mais jovem e às famílias, foi entregue a “Lexi”, produção espanhola realizada pelo português Bruno Simões. A decisão coube a Melissa Pereira, Simão Barbosa e Dinis Fernandes, três jovens da Associação Passa Sabi, associação de raiz comunitária fundada pelos moradores do Bairro do Rego, em Lisboa, em 2014. Já o Prémio do Público foi para “Gunman”, do argentino Cris Tapia Marchiori.

O festival já anunciou as datas da próxima edição: de 7 a 13 de Setembro de 2027, o terror regressa ao MOTELX.

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